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AMD lança Helios, rack AI para rivalizar com Nvidia; Microsoft é cliente
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AMD lança Helios, rack AI para rivalizar com Nvidia; Microsoft é cliente

resumo de ~3 min

O que é o Helios e por que importa

A AMD anunciou o Helios, seu primeiro sistema de rack em escala para inteligência artificial, que reúne GPUs, CPUs, networking e software desenvolvidos internamente. É o primeiro rival direto dos sistemas Grace Blackwell e Vera Rubin da Nvidia no segmento de rack-scale AI. O sistema começará a ser entregue a clientes ainda em 2026 e representa o movimento mais competitivo da AMD contra a Nvidia em anos. A Nvidia controla mais de 95% do mercado de GPUs para data centers, enquanto a AMD detém cerca de 4,5% - mas analistas como Daniel Newman, CEO do Futurum Group, avaliam que a AMD pode chegar a 20-25% de participação.

Microsoft e outros grandes clientes

A Microsoft anunciou que usará o Helios em seus data centers Azure para inferência de modelos de fronteira e serviços de IA. Satya Nadella afirmou que a empresa busca oferecer "performance, escala e escolha" aos clientes. A Microsoft também adicionará duas novas instâncias de computação baseadas nos CPUs "Venice" da AMD, uma para IA agêntica e pipelines de dados, outra para design de semicondutores. Além da Microsoft, Meta (até 6 gigawatts de GPUs AMD ao longo do tempo, começando com 1 gigawatt em racks Helios), OpenAI, Oracle e a Tata Consultancy Services também se comprometeram a usar o sistema. A AMD afirma que oito das dez maiores empresas de IA já rodam workloads em suas GPUs Instinct.

Especificações e posicionamento de custo

Cada rack Helios possui 18 bandejas de computação, cada uma com quatro GPUs Instinct alimentadas por um único CPU EPYC, além de até 12 chips de networking baseados na tecnologia da Pensando (adquirida em 2022). O sistema pesa até 7.000 libras e é mais largo e pesado que o Vera Rubin da Nvidia. O Futurum Group estima o custo do Helios entre US$ 5 milhões e US$ 5,5 milhões, contra US$ 3,5 a 4 milhões do Vera Rubin. A AMD não comentou preços, mas Forrest Norrod, chefe de data centers, afirmou que o foco é "o menor custo por token" e o melhor custo total de propriedade.

A trajetória de recuperação da AMD

O Helios é resultado de uma década de recuperação sob a liderança de Lisa Su. Após perder quase todo o mercado de data centers nos anos 2000, a AMD voltou com o CPU EPYC em 2017, publicando um roadmap detalhado de três gerações - algo incomum na indústria - e cumprindo cada etapa. Aquisições estratégicas como Xilinx (quase US$ 50 bilhões), ZT Systems (quase US$ 5 bilhões) e empresas de software que fortaleceram o ROCm (alternativa open-source ao CUDA da Nvidia) foram essenciais. No primeiro trimestre de 2026, data centers já representavam a maioria da receita da AMD, com crescimento de 57% ano a ano. A empresa planeja registrar dezenas de bilhões em receita de IA para data centers a partir de 2027, majoritariamente vinda do Helios.

O desafio do software

Apesar de os chips do Helios serem considerados "no mesmo nível" dos da Nvidia, analistas apontam que o diferencial está no software e na otimização. O ecossistema CUDA da Nvidia ainda é significativamente mais maduro e adotado que o ROCm da AMD. A questão central, segundo Newman, é se a AMD vencerá por superioridade tecnológica ou simplesmente porque a demanda por capacidade de computação é tão alta que qualquer oferta será absorvida pelo mercado.