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Phantomdrive: pendrive open-source que esconde partição criptografada

Phantomdrive: pendrive open-source que esconde partição criptografada

resumo de ~3 min

O que é o Phantomdrive

Phantomdrive é um pendrive open-source que, ao ser conectado, aparece como um dispositivo de apenas 8 GB. O restante do disco é invisível para o sistema operacional. Para acessar a partição oculta, o usuário edita um arquivo de texto no disco com o conteúdo password:SUA_SENHA_AQUI. O dispositivo então se desmonta e remonta com a segunda seção, criptografando/descriptografando dados em tempo real com AES-256.

O projeto foi criado por Ryan Walker (Rootkit Labs) com o objetivo de proteger dados em situações onde a pessoa pode ser forçada a descriptografar mídias - como em abordagens policiais ou regimes autoritários. Diferente de um volume oculto do VeraCrypt, o Phantomdrive não deixa vestígios de que existe uma partição adicional.

Hardware

O chip principal é o CH569, da mesma fabricante do famoso conversor USB-Serial CH340 (presente em clones de Arduino). O dispositivo usa os blocos de USB3, SD/eMMC e AES do chip. A memória é um cartão SD (devido ao preço elevado de eMMC causado pela demanda de IA), colado com epóxi dentro do case - para acessar fisicamente o cartão, é necessário destruir o dispositivo.

O hardware é simples: CH569, porta USB, dois reguladores buck, botão para atualização de firmware, slot de SD e pontos de teste UART.

Criptografia

KDF (Key Derivation Function): A chave AES é derivada da senha + salt (o número serial único do dispositivo) + 100.000 rodadas de SHA-256. O autor escolheu 100k rodadas porque é o limite computacional que mantém o desbloqueio em ~3 segundos. Não é possível usar Argon2 (memory-hard) nesse hardware.

Modos AES: O firmware suporta AES-CTR e AES-XTS. Com CTR, atinge ~9 MB/s de escrita e ~20 MB/s de leitura. Com XTS (padrão para criptografia de disco, mais seguro contra reuso de contador), cai para ~6 MB/s escrita e ~10 MB/s leitura. O autor optou por CTR como padrão pelo ganho de velocidade, mas XTS está disponível.

Funcionamento do firmware

O dispositivo não é "filesystem aware" - ele intercepta comandos USB WRITE10/READ10 e os traduz para comandos CMDx do cartão SD. No estado travado, uma função de "snooping" inspeciona todos os dados escritos em busca do prefixo password:. Quando encontra, copia a senha para a RAM, zera o buffer (para que a senha nunca seja gravada no disco) e dispara o desbloqueio.

Uma limitação reconhecida: se dados na partição insegura contiverem a string password:, pode haver um match acidental.

Contexto e controvérsia

O projeto recebeu issues geradas por IA no GitHub, misturando problemas já corrigidos, alucinações e questões menores amplificadas. O autor reconheceu que deveria ter monitorado melhor, mas afirmou que a maioria não era problema real - com exceção da discussão sobre AES-XTS vs CTR.

Firmware, hardware e engenharia mecânica são completamente open-source. Há uma página de pré-venda ativa.