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Bibliotecários viralizam workshops 'evite IA' contra big tech
Trabalho & Gestão · IA & Modelos

Bibliotecários viralizam workshops 'evite IA' contra big tech

resumo de ~3 min

Workshops "Avoiding AI" viralizam em bibliotecas dos EUA

Bibliotecários nos Estados Unidos estão organizando workshops presenciais chamados "Avoiding AI" (Evitando IA), que ensinam o público a desativar ferramentas de inteligência artificial em dispositivos e plataformas populares. A iniciativa surgiu com Hannah Cyrus, bibliotecária da Bangor Public Library, no Maine, que publicou um artigo acadêmico sobre o desenvolvimento do workshop e passou a receber dezenas de e-mails de colegas de todo o mundo pedindo o material.

Cyrus relatou que as perguntas dos frequentadores da biblioteca mudaram: cada vez mais pessoas queriam saber como desligar recursos de IA que apareciam sem permissão - como resumos automáticos de e-mails e sugestões de escrita. Suas turmas habituais, como "Introdução a Computadores", atraem cerca de 12 pessoas. O primeiro workshop de Avoiding AI teve que limitar inscrições a 30 pessoas, abrir lista de espera e transmitir via Zoom, reunindo cerca de 70 participantes em cada uma das duas primeiras edições.

Charlie Bailey, bibliotecário no sul da Filadélfia, seguiu o modelo de Cyrus. O post no Instagram da biblioteca sobre o evento recebeu mais de 2.000 curtidas e 220 compartilhamentos - a maioria dos posts da instituição não passa de algumas dezenas. Ele precisou agendar uma segunda sessão por excesso de inscrições.

Formato e conteúdo

O workshop dura cerca de uma hora. Começa com uma explicação sobre como chatbots e ferramentas de IA consumer funcionam, apresenta razões para usá-las ou não, e depois mostra passo a passo como desativar recursos específicos em plataformas como Apple Intelligence e Gemini. Bailey enquadra a iniciativa como avanço da literacia digital e recuperação de autonomia do usuário.

Perfil dos participantes

Os participantes não rejeitam a tecnologia de forma absoluta. Uma frequentadora mencionou que não é contra IA para avanços médicos. Outro citou preocupações ambientais ligadas a data centers. O sentimento comum é de frustração com a adoção forçada: recursos de IA sendo empurrados para dispositivos e fluxos de trabalho sem consentimento claro.

Cyrus resumiu: "A adoção forçada de IA nos dispositivos das pessoas pode ser a gota d'água. A consciência vem crescendo há muito tempo de que essas empresas têm uma influência desproporcional sobre nós, e que não estamos usando esses produtos da forma que gostaríamos."