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Pesquisa simples: use entrevistas com clientes para keyword research
Marketing & Growth

Pesquisa simples: use entrevistas com clientes para keyword research

resumo de ~3 min

Construa a marca pessoal dos seus funcionários

Kyle Lacy, CMO da Docebo, responde à objeção recorrente de que investir na marca pessoal de funcionários é arriscado porque eles podem sair da empresa. Para ele, essa mentalidade é o verdadeiro problema. Se alguém constrói uma marca pessoal forte enquanto representa sua empresa e acaba sendo contratado por outro lugar por ser excelente, isso significa que você fez seu trabalho direito.

Na Docebo, o CRO Mark Kosoglow, o CEO Alessio e a Chief People Officer Lauren constroem audiências próprias. A empresa também apoia dois podcasts tocados por funcionários, com marcas pessoais deles - não da Docebo. Lacy argumenta que marcas pessoais não são separadas da marca da empresa; elas são a marca da empresa. A confiança que alguém constrói com uma audiência ao longo de anos se transfere para a organização. E o recrutamento via LinkedIn se torna muito mais eficaz quando as pessoas querem trabalhar para líderes que já seguem.

Como construir na prática

Lacy oferece cinco orientações concretas:

  1. Não espere ter um sistema perfeito. Ele não tem calendário de conteúdo, ghostwriter ou fila de IA. Posta quando tem algo a dizer.
  2. Seja específico, não vago. Ninguém lembra de "IA está mudando o marketing". As pessoas lembram da história exata, do número exato, do momento exato.
  3. Trate como conversa, não apresentação. Posts que soam como comunicado de imprensa não funcionam.
  4. Use ganchos mais fortes. Respeitar o leitor e conquistar os primeiros três segundos de atenção não são coisas conflitantes.
  5. Consistência vence perfeição. Não precisa de framework; precisa virar hábito.

Para times, recomenda escolher dois ou três temas por pessoa que ela tenha legitimidade para defender e manter uma cadência, mesmo que flexível.

Ninguém mais fala de brand

Na segunda parte, Lacy faz uma crítica ao momento atual do mercado. Ele relata ter participado de demos, painéis e eventos sobre GTM e IA onde ninguém mencionou brand, taste (gosto) ou criatividade humana. Ele usa Claude intensamente e acredita na transformação via IA, mas teme uma versão em que o marketing vira uma função de crescimento otimizada para ser estatisticamente média e completamente esquecível.

Seu argumento central: quando todos têm as mesmas ferramentas, a única vantagem competitiva que resta é o humano - não como checkbox no fluxo de aprovação, mas como fonte de gosto genuíno, ponto de vista e coragem criativa. Ele chama isso de "o último moat".

Lacy critica o que Adam Singer chama de "blandification" do marketing: marcas que confundem consenso com qualidade, passando o trabalho por tantas camadas de aprovação que toda aresta é lixada. O resultado é um mercado cheio de mesmice - e agora a IA replica essa mesmice a 10x a velocidade.

Sobre o debate "brand vs. demand", considera uma distração inútil. São o mesmo investimento medido em horizontes diferentes. A pergunta real é: seus clientes acreditam que você é o melhor no que faz, e essa crença aparece em win rates, tamanho de deal e retenção?

Encerra com a ideia de que eficiência agêntica a serviço de output sem graça é apenas mediocridade rápida. O trabalho mais importante de um líder de marketing agora não é escolher ferramentas de IA, mas construir uma cultura onde taste é protegido e a voz humana dentro do trabalho é tratada como ativo estratégico.