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Mais de 25% dos jovens universitários americanos voltaram a morar com os pais
Trabalho & Gestão

Mais de 25% dos jovens universitários americanos voltaram a morar com os pais

resumo de ~3 min

Mais de 25% dos jovens universitários americanos voltaram a morar com os pais

Dados das economistas Stefania Albanesi, Rania Gihleb e Ning Zhang mostram que a proporção de graduados universitários entre 23 e 27 anos morando com os pais voltou ao patamar da pandemia: mais de 25%, contra um mínimo de cerca de 18% em 2001.

O fenômeno reflete a fraqueza persistente do mercado de trabalho para recém-formados, mesmo com a economia geral ainda razoavelmente sólida. A taxa de desemprego de recém-graduados subiu para 5,7% no segundo trimestre de 2025, segundo o Federal Reserve Bank de Nova York - ritmo muito superior ao da taxa geral do país. Em áreas tradicionalmente lucrativas, o impacto é visível: o desemprego entre engenheiros químicos recém-formados mais que dobrou entre 2022 e 2024 (4,7%), e entre engenheiros de computação mais que triplicou (7,8%). A inteligência artificial pode estar agravando a pressão sobre empregos de colarinho branco.

Mudança de perfil e de normas

Uma inversão interessante: na última década, jovens com diploma universitário ficaram mais propensos a morar com os pais, enquanto aqueles com apenas ensino médio ficaram menos. Ambos os grupos enfrentam custos habitacionais crescentes, mas as trajetórias econômicas divergiram - trabalhadores com menos escolaridade tiveram ganhos desde a pandemia, enquanto os graduados estagnaram.

O perfil de quem volta para casa também mudou: menos "sem rumo", mais "motivados, porém bloqueados". Alison Yoho, formada em economia pela Universidade de Minnesota com estágio sólido, voltou para casa e conseguiu ser seletiva na busca - o que, segundo a pesquisa de Albanesi, tende a resultar em salários melhores aos 27 anos.

Lawrence Katz, economista de Harvard, aponta que uma mudança cultural na relação entre pais e filhos também ajuda a explicar o fenômeno. A normalização é reforçada pelo próprio volume: quando muitos fazem o mesmo, o estigma desaparece. Tommy Balmat, formado pela UC Santa Cruz, resume a experiência como positiva - economizou o suficiente para se mudar com um amigo e não sofreu estigma significativo.