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Beija-flor com capacete monta colchetes de código em um galho, metáfora do Gemini Flash para desenvolvedores.
IA & Modelos · Big Tech

Google anuncia Gemini 3.7 Flash com foco em código e corte de 50% no preço

resumo de ~3 min

Lançamento e preço

O Google lançou o Gemini 3.7 Flash, nova versão da linha de modelos "workhorse" da empresa, com foco em codificação, fluxos agênticos e trabalho de conhecimento. O anúncio acontece apenas três semanas após o Gemini 3.6 Flash, um intervalo incomum que o Google atribui a feedback de desenvolvedores e melhorias algorítmicas.

Até 31 de dezembro de 2026, o modelo tem preço promocional de US$ 0,75 por milhão de tokens de entrada e US$ 3,75 por milhão de tokens de saída, com cache de contexto a US$ 0,075 por milhão. A partir de 1º de janeiro de 2027, os valores sobem para US$ 1,50 (entrada) e US$ 7,50 (saída), com cache a US$ 0,15 - o mesmo preço padrão do Gemini 3.6 Flash. Na comparação, o Google lista Claude Sonnet 5 a US$ 2/US$ 10 e GPT-5.6 Terra a US$ 2/US$ 12 por milhão de tokens.

Desempenho em código e agentes

Segundo o Google, o 3.7 Flash "pensa com mais diligência", dedicando mais esforço a planejamento de múltiplas etapas e chamadas de ferramentas, com o objetivo de reduzir retries e supervisão manual. Nos benchmarks divulgados:

  • FrontierCode 1.1 Main: 43,6%, ante 34,4% do 3.6 Flash; supera Claude Sonnet 5 (42,7%) e GPT-5.6 Terra (41,3%).
  • DeepSWE v1.1: 65,3%, ante 49,0% do antecessor; GPT-5.6 Terra segue à frente (69,6%).
  • Code Arena: Elo 1588, contra 1538 do 3.6 Flash, 1541 do Claude Sonnet 5 e 1523 do GPT-5.6 Terra.
  • AutomationBench (automação de fluxos corporativos): 30,4%, ante 17,0% do 3.6 Flash; Claude Sonnet 5 aparece com 10,7% e GPT-5.6 Terra com 23,6%.
  • GDP.PDF (compreensão de PDFs complexos): 34,0%, ante 22,0% do 3.6 Flash.

Os resultados, porém, não são uniformes: GPT-5.6 Terra lidera em Terminal-bench 2.1, Terminal-bench 3.0 e OSWorld-2.0, e Claude Sonnet 5 lidera o Agent's Last Exam (33,3% contra 26,3% do Gemini 3.7 Flash).

Onde usar

O modelo está disponível na Gemini API, no Google AI Studio, no Android Studio e no ambiente Antigravity. Para empresas, chega via Gemini Enterprise Agent Platform e Gemini Enterprise. Assinantes Google AI Pro e Ultra podem usá-lo no Spark, agente pessoal do Google com ações em aplicativos do Google Workspace. O Google também afirma ter incluído novas salvaguardas contra riscos químicos, biológicos, radiológicos, nucleares e uso indevido ofensivo cibernético.

Contexto: Pro atrasado e reorganização na liderança

O lançamento ocorre sem que o Gemini 3.5 Pro tenha sido lançado, apesar de previamente descrito como em testes com parceiros. O último Pro geral lançado segue sendo o Gemini 3.1 Pro, de fevereiro. Reportagens citam metas internas não atingidas, sobretudo em código, enquanto o Google treina o Gemini 4.

Na semana anterior, o Google reorganizou sua liderança de IA: Demis Hassabis deixou o comando diário do DeepMind para ser chair e cientista-chefe da Alphabet; Koray Kavukcuoglu, ex-CTO do DeepMind, passou a comandar a unidade, reportando-se a Sundar Pichai e concentrando desenvolvimento do Gemini, pesquisa de fronteira, app e times de desenvolvedores. Jeff Dean, Oriol Vinyals, Quoc Le e Sanjay Ghemawat saíram para fundar a startup de pesquisa Discovery Loop; Noam Shazeer foi para a OpenAI e John Jumper para a Anthropic. Análises externas variam entre reparo organizacional e possível priorização do negócio de nuvem do Google em relação à fronteira de modelos; o Google nega cancelamento do 3.5 Pro.

Em rankings gerais, o Artificial Analysis coloca Claude Opus 5 com 63 no Intelligence Index, ante 56 do Gemini 3.7 Flash (melhora frente aos 52 do 3.6 Flash). Na Arena, o novo modelo aparece provisoriamente em 9º lugar geral e 8º em desenvolvimento web. O Google afirma que o app Gemini ultrapassou 950 milhões de usuários mensais.