
Claude Code para designers: primeiros passos
Proposta da série para designers
Yaron Schoen apresenta o primeiro texto de uma série destinada a ajudar designers de produto a começar a usar Claude Code. Ele descreve uma mudança pessoal: antes desenhava produtos em ferramentas de edição e dependia de engenheiros para construir o que produzia; agora, no trabalho, projeta diretamente no repositório e, em casa, já construiu e lançou ferramentas por conta própria. O autor afirma que esse é um momento especialmente favorável para designers de produto, mas reconhece que a transição pode ser difícil para quem não tem familiaridade com programação. Ele usa Claude como LLM de escolha, mas ressalva que boa parte do conteúdo se aplica a outros LLMs e ferramentas de IA.
O que é Claude Code e como funciona
O texto define termos básicos em poucas frases. Um large language model é uma IA treinada em grande volume de texto para prever as próximas palavras; ChatGPT, Gemini e Claude são LLMs apresentados em produtos diferentes. Claude, como aplicativo ou site, é descrito como uma conversa em caixa: informa, mas não executa ações. Claude Code é o mesmo modelo com disposição para codificar, instalado no computador, capaz de criar, editar e executar arquivos e observar resultados. Pode construir aplicativos, mas também renomear arquivos, redimensionar imagens ou rascunhar um estudo de caso.
Claude Code roda no terminal e usa como área de trabalho a pasta em que é iniciado. O terminal pode aparecer como janela independente ou embutido em editores como VS Code; aplicativos como Rigadigdig e Denote oferecem interfaces mais amigáveis. A experiência é single-player: diferente de um canvas colaborativo, apenas o usuário e o Claude veem a sessão. Git funciona como histórico de versões da pasta, enquanto GitHub armazena esses históricos para trabalho em equipe. Segundo o autor, não é necessário aprender Git ou GitHub para começar, porque o Claude pode executar esses comandos quando solicitado.
Modelos, contexto e sessões
A família Claude inclui modelos com nomes Haiku, Sonnet e Opus. Modelos maiores pensam mais profundamente e são mais lentos; modelos menores são rápidos e baratos. O autor observa, porém, que usar um modelo menor em tarefa complexa pode sair mais caro se ele precisar trabalhar por mais tempo para fazer algo que um modelo maior resolveria rápido. Claude Code escolhe um padrão razoável, e o usuário pode ignorar essa escolha até precisar dela.
O contexto é a memória de curto prazo da conversa: inclui o que foi pedido, lido e escrito. Ele é finito, medido em tokens, e se compara a espaço de mesa. Quando o contexto enche, o Claude resume conteúdo antigo, o que pode tornar conversas longas menos precisas sobre o início. É nesse ponto que erros e alucinações podem surgir. Uma sessão é um fluxo contínuo de trabalho; iniciar nova sessão limpa o contexto. O autor recomenda esse hábito, verifica o uso com o comando /context e, em projetos grandes, pede que o Claude gere um arquivo PLAN.md para ser lido no início de cada sessão.
Permissões, instruções e extensões
Por padrão, Claude Code pede aprovação antes de cada edição. Auto mode aprova tudo automaticamente; Plan mode faz o Claude pesquisar e propor um plano antes de agir. O autor usa sempre auto mode e não gosta do plan mode; quando quer planejar, pede para discutir sem codificar e depois solicita um arquivo de plano. O arquivo CLAUDE.md funciona como briefing permanente na pasta do projeto, lido no início de cada sessão; nele o usuário registra regras, preferências e instruções recorrentes.
Commands são prompts salvos e acionados com barra. Skills são receitas maiores que ensinam como executar uma tarefa repetitiva, como enviar arquivos para um servidor. Agents são instâncias delegadas do Claude para tarefas paralelas, cada uma com seu próprio contexto, o que preserva o contexto da conversa principal. MCP, ou Model Context Protocol, é o padrão que conecta o Claude a ferramentas externas como Figma, calendário ou banco de dados; o autor o compara a um conector USB. O texto termina anunciando os próximos posts da série sobre terminal e instalação.