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Tela de televisão derrete em feed de celular, metáfora da fusão entre redes sociais, streaming e TV
Marketing & Growth · Big Tech

Plataformas misturam feed, streaming e TV para crescer

resumo de ~3 min

O feed tradicional está saturado

O artigo parte da premissa de que o feed social convencional está sobrecarregado: CPMs voláteis, usuários rolando mais rápido e conteúdo gerado por IA alimentando cinismo. Para evitar que orçamentos de marcas e agências sequem, plataformas estão lançando formatos não convencionais que misturam feed social, streaming e TV conectada.

TikTok entra no Disney+

TikTok fechou um acordo global com a The Walt Disney Company para inserir vídeos de criadores (opt-in) diretamente no aplicativo Disney+. O formato se chama "Verts" e exibirá conteúdo curto com propriedade intelectual da Pixar, Marvel e Star Wars ao lado de filmes completos. Para o autor, isso sinaliza que o vídeo curto deixou de ser apenas uma unidade publicitária isolada e passou a funcionar como camada de distribuição em todo o ecossistema de mídia. Marcas de entretenimento, brinquedos e licenciamento teriam nesses programas uma alavanca de topo de funil.

Snapchat e o "ciclo de vida do humor"

Snapchat publicou um relatório conjunto com a Omnicom Advertising alertando marcas sobre o risco de usar humor da internet de forma tardia ou artificial. Segundo os dados citados, 75% dos jovens dizem que marcas tentando usar humor online parecem "pessoas mais velhas tentando fazer piada". A plataforma propõe que marcas encontrem o "momento Goldilocks" - participar de um meme enquanto ele ainda está sendo remixado ativamente pela comunidade. O autor recomenda que marcas sem voz nativamente irreverente evitem tentativas orgânicas de meme e direcionem orçamento para whitelisting de criadores.

Pinterest aposta em streaming comprável

Pinterest contratou David Brinker como Global Head of Content para escalar uma estratégia que inclui o programa "Bring My Pinterest to Life", exibido no Roku Channel. A série mostra reformas de casas guiadas por criadores, com QR codes na tela que direcionam espectadores a boards com produtos compráveis de parceiros como Wayfair e eos. O objetivo é transformar visualização passiva em canal de resposta direta. O autor alerta, porém, que a fricção de conversão na sala de estar é conhecida e recomenda exigir atribuição rigorosa antes de investir.

Regras práticas

O artigo encerra com três orientações: aproveitar pipelines oficiais de propriedade intelectual para alcance de topo de funil mais barato; não forçar memes "relatable" se a própria plataforma admite que a maioria dos usuários sente constrangimento com humor de marca; e tratar TV conectada comprável como experimento, exigindo benchmarks de performance e dados de caminho de compra antes de pagar CPMs premium. A conclusão é que plataformas estão vendendo novidade como inovação porque precisam de números de crescimento para satisfazer stakeholders.