
Qualidade de código importa mais na era da IA, diz Zed
Tese central: qualidade acima de volume na era da IA
Nathan Sobo, fundador do Zed, argumenta que a remoção das restrições sobre produção de código pela IA torna a qualidade ainda mais importante, não menos. Segundo ele, a discussão sobre engenheiros 10x ou 100x foca em velocidade e quantidade, mas a pergunta correta para artesãos de software deveria ser: como a IA pode ajudar a construir software melhor?
Design de sistemas como prioridade
Sobo descreve a dinâmica comum em bases de código reais: o sistema acumula decisões locais razoáveis que, ao longo do tempo, resultam em algo que parece um legado, mesmo quando cada decisão individual fazia sentido no momento. Há sempre um incentivo para contornar o sistema existente em vez de revisá-lo, mesmo que isso o deixe "não exatamente certo, mas bom o suficiente".
Um ponto específico do argumento: uma base de código desorganizada agora prejudica não apenas os humanos que trabalham nela, mas também a eficácia das ferramentas de IA que operam sobre ela. Isso torna o custo de má arquitetura ainda maior do que antes.
A proposta é avaliar contribuições não por linhas de código tocadas, mas pelo impacto na confiabilidade, compreensibilidade e capacidade de mudança do sistema resultante.
Propriedade da experiência do usuário e redução de risco
Sobo usa sua própria trajetória como exemplo. Ao criar o Zed, ele partiu da experiência prévia com o Atom e o Electron para concluir que tecnologias web não permitiriam um editor mais rápido que um navegador. Decidiu recomeçar do zero com uma linguagem de programação de sistemas (Rust) e shaders, assumindo risco maior para alcançar uma experiência superior.
O argumento é que esse tipo de aposta ficou menos arriscado com os LLMs: mesmo com alucinações, a IA pode ajudar a preencher lacunas de conhecimento que antes bloqueavam a experimentação. Não substitui expertise real, mas permite experimentar, aprender e iterar mais rápido.
Lançamento da série Agentic Engineering
O post também anuncia o lançamento da série "Agentic Engineering", descrita como a combinação de artesanato humano com ferramentas de IA para construir software melhor. A proposta é reunir especialistas quinzenalmente para discutir quais habilidades e técnicas funcionam melhor com quais ferramentas, num cenário em que os próprios agentes continuam evoluindo rapidamente.
Ressalvas presentes na fonte
Sobo reconhece que agentes de IA existem há pouco tempo, que ainda há muito a aprender sobre como usá-los e que as ferramentas continuam melhorando, criando metas móveis. Ele também afirma que a IA não é um substituto direto para expertise real e que erros continuarão acontecendo durante o processo.