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Caixa de ferramentas de design cresce com duas novas ferramentas, simbolizando a expansão profissional da Canva
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Canva tenta consolidar status de ferramenta profissional de design

resumo de ~3 min

De ferramenta amadora a candidata profissional

O Canva ainda é associado por parte da comunidade de design a convites, pôsteres e outros materiais feitos rapidamente a partir de modelos. Essa origem alimentou a percepção de que a plataforma seria excessivamente simples, genérica e inadequada para profissionais que valorizam o domínio de ferramentas tradicionais, como Photoshop e outros produtos da Adobe. A expressão “parece que foi feito no Canva” chegou a ser usada como crítica à qualidade visual de um trabalho.

Ao mesmo tempo, o mercado de design mudou com a ascensão das redes sociais e o enfraquecimento relativo do design impresso e editorial. Segundo o texto, empregadores passaram a buscar profissionais capazes de combinar redação, design e estratégia com rapidez. Nesse contexto, a acessibilidade e a facilidade de uso do Canva podem ser vantagens, sobretudo para equipes de marketing e criativos que precisam produzir diversos tipos de conteúdo em pouco tempo.

A aquisição da Affinity é apresentada como um passo importante para posicionar o Canva como concorrente de ferramentas estabelecidas, como Adobe e Figma. O texto também menciona a aquisição, em 2026, do software de design de movimento Calvary, parte da tentativa declarada da empresa de construir um “ecossistema criativo profissional”. A própria Canva havia afirmado ao Creative Bloq, em 2023, que não via a plataforma como substituta direta do Figma ou da Adobe, mas como um lugar onde ativos poderiam ser criados e projetos de profissionais, ampliados.

Alcance e resistência

Uma pesquisa realizada entre maio de 2025 e abril de 2026 registrou 144,5 bilhões de visitas à web para o Canva. O número é usado como evidência de desempenho e alcance expressivos, mas não elimina a resistência de parte dos designers experientes. O texto sugere que a adoção de ferramentas de IA pela empresa pode contribuir para essa desconfiança, embora a Adobe também esteja investindo em inteligência artificial.

Discussões em um tópico acalorado do Reddit voltado a design gráfico ilustram o contraponto. Participantes descreveram o Canva como um programa destinado a amadores de marketing, criticaram sua suposta contribuição para o aumento de designs ruins e compararam suas limitações às de um “carrinho de golfe” diante do Photoshop. Essas opiniões não são apresentadas como consenso, mas como sinais de que a reputação histórica da plataforma continua influente.

Uma marca entre dois públicos

A tese central é que o Canva tenta consolidar um status profissional sem abandonar elementos de sua identidade acessível e informal. A adoção de recursos profissionais e aquisições especializadas aponta para uma mudança de posicionamento, mas iniciativas como o “Gen Z mode” e a colaboração com Gemma Collins reforçam sua imagem descontraída e popular.

Para o texto, essa ambiguidade mantém a marca em uma espécie de limbo: ela já não pode ser tratada apenas como uma ferramenta amadora, mas ainda não convenceu toda a indústria de design. O Canva talvez precise escolher entre aprofundar sua identidade profissional ou preservar - e assumir integralmente - sua imagem vibrante e fácil de usar para se afastar de vez do estigma de ferramenta para não designers.