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Smartphone dobrável se abre ao lado de visor de câmera e sensor de impressão digital da Apple
Big Tech · Produto & Design

iPhone dobrável da Apple deve chegar em setembro por mais de US$ 2 mil

resumo de ~3 min

iPhone dobrável

A Apple deve apresentar seu primeiro iPhone dobrável em um evento por volta de 9 de setembro. Segundo pessoas que já usaram o aparelho, ele combina o formato de um smartphone convencional com uma tela interna maior, layouts de aplicativos semelhantes aos do iPad e uma dobradiça considerada avançada em sensação e durabilidade. O produto deve custar mais de US$ 2.000 e ser posicionado como um dispositivo ultr premium, capaz de funcionar como vitrine para o restante da linha Apple.

A avaliação da publicação é que o aparelho pode devolver parte do impacto associado a lançamentos anteriores da Apple, depois de uma década em que produtos realmente inovadores se tornaram menos frequentes. O formato dobrável permite alternar entre um aparelho compacto, adequado para chamadas, mensagens e consultas rápidas, e uma superfície maior para vídeos, jogos, videoconferências e produtividade, sem exigir a retirada de um tablet. O dispositivo também teria vantagens como caber no bolso e funcionar bem como visor para a câmera.

A Apple, porém, chega atrasada a uma categoria trabalhada há anos por Samsung, Huawei e Google. O lançamento pode ampliar a visibilidade dos dobráveis e levar consumidores a experimentar esse tipo de aparelho pela primeira vez, graças à marca, à publicidade e à base instalada do iPhone. Esse efeito também pode favorecer concorrentes Android: usuários interessados no formato, mas não no ecossistema da Apple, podem optar por modelos como o Samsung Z Fold 8 Ultra e o Google Pixel 11 Pro Fold, que oferecem telas maiores e podem ser vistos como opções ainda mais sofisticadas.

Há limitações importantes. O iPhone dobrável não teria câmera teleobjetiva, uma ausência potencialmente problemática para um produto tão caro e para consumidores que valorizam zoom avançado. A publicação afirma que o sistema de câmeras provavelmente não será o melhor da Apple por pelo menos alguns anos. O aparelho também usaria Touch ID, em vez do Face ID presente nos iPhones atuais, o que pode parecer um retrocesso para parte dos compradores, embora a adoção do Face ID também tenha enfrentado resistência inicialmente.

China e preços

A China será um mercado decisivo. Embora os dobráveis representassem apenas cerca de 1,6% dos embarques globais de smartphones em 2025, o país respondeu por mais da metade das vendas mundiais, com mais de 10 milhões de unidades. A Apple busca produtos capazes de ganhar relevância no mercado chinês, onde empresas locais, especialmente a Huawei, têm sido mais agressivas em novos designs. O iPhone dobrável pode atender à demanda por hardware chamativo e pelo status associado a um aparelho premium.

A Apple também prepara possíveis aumentos de preço nos iPhones convencionais, pressionada pela escassez de memória e de componentes. Samsung e Google elevaram em cerca de US$ 100 os preços de seus modelos recentes; um reajuste semelhante colocaria o iPhone 18 Pro em US$ 1.199, alta de aproximadamente 9%. A empresa poderia absorver parte dos custos, e um novo programa de assinatura Upgrade talvez amenize o impacto para os clientes.

Lojas e outros produtos

Mudanças significativas nas áreas de acessórios das lojas Apple estão previstas para o outono, além de atualizações no Apple TV e no HomePod mini. A escala das alterações sugere que a empresa também se prepara para um hub doméstico com tela, novo sistema operacional e interface, que exigiria espaço dedicado para demonstrações.

A Apple ainda reduz equipes do Vision Pro e da Siri, mantém para 2027 os AirPods com câmeras e o iPhone centrado em vidro do aniversário de 20 anos, e prepara um iMac com chip M6 e poucas mudanças para antes do fim do ano.