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Caixa de fast food aberta revelando bonequinhos colecionáveis, metáfora do merch colecionável como canal do Jack in the Box
Marketing & Growth

Jack in the Box transforma colecionáveis em canal de aquisição

resumo de ~3 min

Colecionáveis como oferta de valor

A Jack in the Box, rede de fast-food que celebra 75 anos em 2026, passou a usar colecionáveis como parte de sua estratégia para atrair consumidores e ampliar o que entrega em troca da compra. A iniciativa inclui copos de vidro Jack Sipper Cups em formato do mascote da marca, pins, bolas para antena e os pingentes de bolsa Jibbis, semelhantes aos Labubu. A coleção foi inspirada em um acessório de antena com o mascote distribuído pela rede nos anos 1990.

A estratégia acompanha uma tendência mais ampla entre marcas que oferecem itens colecionáveis para levar consumidores às lojas. Esses produtos podem ser dados como brinde na compra de uma refeição ou vendidos separadamente. Alguns aparecem em caixas-surpresa, nas quais o comprador só descobre o item depois de abrir a embalagem; outros são divulgados como lançamentos limitados, criando sensação de escassez e possivelmente um valor de revenda elevado. A Jack in the Box se insere nesse movimento, mas afirma que seu objetivo não é apenas marcar o aniversário da empresa.

Brinde, caça e compra avulsa

Segundo Sheena Dougher, vice-presidente de marketing de marca da Jack in the Box, a empresa está respondendo a uma mudança na percepção de valor entre marcas e consumidores. Na avaliação dela, as pessoas querem receber mais pelo dinheiro gasto, e isso inclui experiências além da comida.

A segunda edição dos Jibbis foi lançada no início do verão como complemento do Philly cheesesteak Munchie Meal. Até agora, os colecionáveis foram oferecidos principalmente como presente na compra de determinadas refeições, em uma tentativa de elevar a oferta. A rede também começou a testar a venda avulsa dos itens.

Para Dougher, o ponto mais forte da estratégia está em transformar a busca pelos produtos em um jogo: o cliente pode ser incentivado a procurar todos os modelos ou a tentar encontrar uma versão especialmente rara. A combinação entre variedade, escassez e nostalgia pretende criar uma experiência que os consumidores não apenas desejam, mas começam a esperar das marcas.

Conteúdo espontâneo e limites da aposta

A estratégia também pode alcançar públicos e comportamentos específicos. Entre eles está o segmento chamado “kidult”, formado por adultos interessados em experiências associadas à infância, e a cultura dos “pequenos agrados”, popular entre a geração Z. Outro possível benefício é o conteúdo produzido pelos próprios consumidores, que podem publicar fotos e vídeos dos itens, fazer vídeos de abertura de caixas ou mostrar suas coleções nas redes sociais.

No caso dos Jibbis, fãs já publicaram relatos sobre a busca pelos pingentes que faltam, a formação de conjuntos completos e possíveis combinações ou “truques” de cardápio para facilitar a coleta. Esse material inclui publicações de nano e microinfluenciadores e pode ajudar a marca a disputar atenção em um ambiente com excesso de conteúdo. A viralização, porém, não é garantida. A aposta da Jack in the Box é que os colecionáveis funcionem simultaneamente como incentivo à compra, experiência de marca e fonte potencial de conteúdo social, sem que a empresa apresente, no texto, resultados quantitativos de vendas ou alcance.