
Museu virtual reúne a história das interfaces com IA
Uma linha do tempo das interfaces
O Museu de Interfaces de IA é uma coleção visual que organiza, em ordem cronológica, diferentes formas de interação entre pessoas e sistemas de inteligência artificial. A proposta é mostrar como os usuários aprenderam a conversar com máquinas, enxergar por meio delas, criar com sua ajuda e delegar tarefas a agentes automatizados.
A linha do tempo começa em 2011, com a Siri no iPhone 4S, e passa por interfaces baseadas em previsão, voz, busca semântica, recomendação, condução assistida e compreensão visual. Entre os exemplos estão o Google Now, o Amazon Echo com Alexa, o Google Photos, o Discover Weekly, o Tesla Autopilot, o Google Assistant, o Prisma e o Google Lens. Em 2018, o Google Duplex aparece como uma interface capaz de fazer chamadas em nome do usuário, enquanto o Smart Compose introduz a ideia de texto sugerido e o TikTok For You organiza conteúdo segundo um “grafo de interesses”.
Da solicitação ao conteúdo generativo
A partir de 2020, a coleção destaca interfaces em que a linguagem passa a funcionar como meio de programação e criação. O GPT-3 Playground é descrito como “prompt como programação”; DALL·E transforma texto em imagem; o GitHub Copilot auxilia tarefas técnicas; e versões posteriores de DALL·E, Midjourney e Stable Diffusion ampliam a edição generativa e tornam a interface mais aberta à derivação. Character.AI é apresentado como um diretório de personalidades, enquanto ChatGPT e Perplexity representam, respectivamente, uma interface conversacional de pesquisa e um mecanismo de respostas.
Em 2023 e 2024, a seleção mostra a combinação de conversa com busca, criação visual, edição por intenção, compreensão de imagem, voz, interfaces generativas e espaços de trabalho para escrita e programação. Também aparecem sistemas de voz contínua, resumos em áudio, uso do computador por meio de tela, cursor e teclado, além de uma interface de storyboard para geração de vídeo.
Interfaces que executam tarefas
Os registros de 2025 e 2026 enfatizam agentes capazes de realizar trabalhos mais longos ou operar diferentes ambientes. A coleção inclui agentes para navegação na web, síntese prolongada de informações, uso de terminal, computadores na nuvem, tarefas paralelas de programação, criação de filmes e interação por mensagens de texto. Também aparecem um agente de conhecimento para desktop, um sistema de autonomia corporal e um centro de comando para múltiplos agentes.
Assim, o museu apresenta a história das interfaces de IA como uma passagem de comandos e respostas para sistemas que veem, ouvem, criam, navegam e executam ações. A página se define como uma coleção viva, sem indicar que a cronologia esteja encerrada.