stamatios
← Voltar ao feed
Pesquisadora com prancheta observa usuário clicar em notebook de papelão, teste de usabilidade de baixo custo
Produto & Design

Teste de usabilidade barato: observe usuários reais e corrija o atrito

resumo de ~3 min

O que o teste de usabilidade revela

O teste de usabilidade é apresentado como uma forma simples de entender como pessoas reais usam um aplicativo, site ou produto: colocar o produto diante de alguém, observar seu comportamento e usar os problemas encontrados para fazer melhorias. A autora, que não é profissional de experiência do usuário, defende que técnicas básicas podem ser úteis para equipes pequenas, organizações sem orçamento, voluntários e empreendedores individuais. Quando há orçamento e cadeia de comando, porém, ela recomenda considerar a contratação de um profissional de UX antes de tentar conduzir os testes internamente.

A prática se concentra no comportamento - o que as pessoas fazem - e tem caráter qualitativo. Não substitui pesquisa de mercado, formulários de contato nem testes A/B. Estes são mais adequados para responder perguntas quantitativas e específicas, como o efeito de uma cor de botão sobre conversões. O teste de usabilidade ajuda a investigar questões mais abertas, como se os visitantes conseguem concluir uma compra e em que pontos encontram atrito.

Como conduzir um teste barato

O método básico requer ferramentas mínimas, uma hipótese ou pergunta e algumas pessoas. É possível gravar a sessão com um celular, usar videoconferência ou começar antes de o site estar pronto, inclusive com protótipos desenhados em papel. A fonte cita pesquisas segundo as quais cinco usuários podem revelar quase 80% dos problemas de um projeto, mas ressalta que os testes descritos custaram à autora zero dólar além do próprio tempo; em alguns casos, pode ser necessário pagar aos participantes.

O moderador deve explicar que o participante está testando o site, não sendo testado, e que não existem respostas erradas. É recomendável usar o dispositivo da própria pessoa, pedir que ela pense em voz alta e observar sem interferir. Um teste pode começar perguntando o que ela entende que o site é e o que pode fazer nele, sem clicar ou rolar a página. Depois, recebe uma tarefa concreta, como encontrar uma bolsa marrom por menos de US$ 200 e adicioná-la ao carrinho.

As perguntas devem ser abertas, as tarefas devem tratar de uma coisa por vez e não devem usar necessariamente o nome exato do recurso que se quer avaliar. O moderador deve observar ações, não apenas declarações: alguém pode dizer que algo foi fácil apesar de ter demorado para encontrar uma função. Se a pessoa ficar muito frustrada, a tarefa deve ser encerrada, pois o resultado tende a se resumir à constatação de que a experiência é frustrante.

Participantes e iteração

A autora sugere começar por amigos e familiares que ainda não conheçam o produto, redes de voluntários ou comunidades profissionais. Empresas podem pagar cerca de US$ 60 por uma hora, em sua experiência, e encontrar participantes diretamente tende a ser mais barato do que contratar uma agência, embora exija mais trabalho. Para testes rápidos, ela dá o exemplo de oferecer um vale-presente de US$ 5 a alguém em uma fila de cafeteria.

Os resultados devem gerar novas hipóteses, mudanças e novos testes. Padrões recorrentes incluem usuários que não entendem de imediato o propósito do site, botões pequenos ou difíceis de tocar e detalhes de lentidão ou instabilidade que a equipe deixou de perceber. A conclusão é que observar usuários costuma revelar algo inesperado e fornece evidências concretas para priorizar melhorias e explicar seu valor à gestão.