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Pequenos robôs trabalham em pilhas separadas de papéis numa mesma mesa, sub-agentes paralelos do ChatGPT Work
Produto & Design

ChatGPT Work traz navegador headless e sub-agentes para não técnicos

resumo de ~3 min

Dois produtos com o mesmo nome

Simon Willison analisa o ChatGPT Work, anunciado pela OpenAI em 9 de julho e em iteração constante desde então. Ele identifica que, na prática, são dois produtos: o Work Cloud, acessado pelo site chatgpt.com e pelos apps móveis, e o Work Local, disponível no app desktop (que antes se chamava Codex) e capaz de acessar arquivos e rodar programas diretamente no computador. Segundo Willison, o Work Local parece um Codex reformulado para intimidar menos quem não é desenvolvedor. O artigo se concentra no Work Cloud.

Disponibilidade e limites

O recurso está restrito a assinantes pagantes: usuários do plano gratuito e do Go, de US$ 8/mês, não têm acesso. A OpenAI explica a diferença entre Chat e Work dizendo que o Chat serve para respostas e rascunhos curtos, enquanto o Work serve para tarefas com resultado claro, como análises e arquivos. Willison considera essa explicação pouco útil, pois já usa o Chat para essas mesmas categorias há anos. A pergunta relevante, para ele, é que recursos o Work tem que o Chat não tem.

O que o Work tem de diferente

A partir de experimentos, ele lista: modelos alternativos, execução de código com acesso à internet, navegador Chrome headless, sistema de arquivos persistente, publicação de ChatGPT Sites, sub-agentes e automações agendadas de prompts.

Seleção de modelos: no Work é possível escolher GPT-5.6 Sol, Luna ou Terra, com níveis de raciocínio de Light a Ultra, além do GPT-5.5. O Chat oferece uma seleção diferente, incluindo o 5.6 Pro, que não tem equivalente no Work. Sessões do Work parecem ser cobradas na franquia do Codex, enquanto as do Chat têm franquia separada, o que pode explicar as diferenças. Willison acredita que o modo Ultra delega mais agressivamente a sub-agentes.

Execução de código com internet: o recurso mais empolgante para ele. O ambiente de execução do Work pode se comunicar com a internet - clonar repositórios do GitHub e instalar dependências - enquanto o Chat bloqueia esse acesso por proxy. O Work pode ser configurado com uma lista de domínios permitidos, mas o padrão parece aberto. A título de comparação, o contêiner do Claude, da Anthropic, permite acesso restrito desde setembro do ano anterior, com uma lista curta de domínios autorizados.

Navegador headless: o Work abre uma instância completa do Chrome, capaz de carregar sites, preencher formulários, tirar capturas de tela e executar JavaScript no DOM das páginas. Em sites com login, o usuário pode assumir o controle para digitar senhas e códigos 2FA, sem que essas credenciais passem pelo modelo. Willison demonstra a extração de títulos de seu próprio blog via código Playwright.

Sistema de arquivos persistente: cada sessão do Work ganha uma pasta de trabalho própria, mas essas pastas são mantidas entre sessões - ele já tinha 171 pastas. O volume /workspace parece compartilhado entre as sessões em execução, com edições visíveis em tempo real, embora processos e servidores locais não se cruzem.

ChatGPT Sites: o Work constrói e implanta sites completos em Cloudflare Workers, com HTML, JavaScript e recursos no servidor usando Cloudflare D1 e R2. Os sites são privados por padrão, mas podem se tornar públicos ou compartilhados em planos de equipe.

Sub-agentes e automações: o Work pode rodar sessões sub-agentes com Sol, Luna e Terra, algo que o Chat não faz - útil para projetos complexos com agentes paralelos. Prompts podem ser agendados para rodar em frequências definidas, e Willison nota que isso também existe no Chat, mas ganha valor combinado com recursos exclusivos do Work, como atualizar um site a cada hora.

Segurança e críticas

Willison levanta a questão da segurança: o Work combina as três condições de seu modelo de "trifeta letal" - acesso a dados privados, exposição a conteúdo não confiável e canal de saída - o que o torna vulnerável em tese a ataques de injeção de prompt. Ele gostaria de mais transparência da OpenAI sobre as proteções e especula que a resposta deve ser o mesmo mecanismo de revisão automática do Codex.

Sua crítica central é que a OpenAI explica o Work em termos de finalidade, não de funcionamento, e ainda esconde os prompts de sistema e descrições de ferramentas - documentação que teria poupado seu trabalho de investigação.

Levantamento de ferramentas e skills

Pedindo ao próprio Work que se documentasse, ele obteve um site listando 223 ferramentas registradas (6 delas de MCPs pessoais) e 44 skills, incluindo control-browser, documentos para arquivos .docx, imagegen, pdf, manipulação de planilhas, sites-building, openai-docs e dashboards de análise de dados.