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Dois quadros idênticos lado a lado, um pintado e outro impresso, comparação entre IA e fotografia de stock
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Imagens geradas por IA empatam com fotos de banco de imagens em sites

resumo de ~3 min

O estudo

O Nielsen Norman Group (NN/g) testou se imagens geradas por IA, vistas sem informação de origem, afetam a percepção de confiança em uma empresa. Foram recrutados 77 participantes da população adulta dos Estados Unidos, que avaliaram 6 versões da página de uma consultoria fictícia, idênticas exceto pela imagem principal: três geradas por IA (via ChatGPT Images 2.0) e três fotos reais de bancos de imagens (Unsplash+ e iStock). Os participantes não sabiam que o estudo envolvia IA; cada página era vista por 10 segundos e avaliada em confiabilidade, profissionalismo e autenticidade. A análise quantitativa usou modelo de efeitos mistos e testes t pareados com correção de Bonferroni; as respostas abertas foram analisadas por análise temática.

Resultados

Contra a expectativa dos pesquisadores, não houve evidência de que as imagens de IA testadas reduzissem a confiança no site. As notas foram ligeiramente maiores para as páginas com imagens de IA nas três medidas, mas só a diferença em autenticidade alcançou significância estatística - e o aumento estimado foi muito pequeno (0,4 ponto em escala de 1 a 7). Os testes t não mostraram diferenças significativas em confiabilidade, autenticidade ou profissionalismo (exceto em testes envolvendo uma imagem). Comentários positivos sobre confiança se relacionavam, sobretudo, a representações de colaboração e trabalho em equipe, tanto em imagens de IA quanto reais. Uma foto real chegou a receber críticas sobre representação, hierarquia e linguagem corporal.

Os autores ressaltam limites: como as diferenças eram pequenas e o estudo incluiu apenas 6 imagens, não se pode concluir que imagens de IA sejam categoricamente melhores - apenas que não ficaram em desvantagem. Os resultados se restringem a imagens de ambiente de trabalho em um site de consultoria fictícia e podem não se generalizar a outros tipos de imagem, setores ou contextos.

Representação e diversidade

Diversidade racial e de gênero foi citada repetidamente nas justificativas de gostar ou não de cada imagem. Algumas imagens de IA geraram comentários positivos sobre diversidade e inclusão, e uma das fotos reais mais bem recebidas mostrava um grupo racialmente diverso com uma mulher em posição de liderança. O NN/g destaca que a IA não produz automaticamente imagens inclusivas: equipes devem avaliar quem aparece, quem está ausente, quem ocupa papéis de liderança ou de apoio, e se a imagem reforça estereótipos de gênero, raça, idade, habilidade ou profissão.

Suspeita de IA ainda pode afetar a reação

A maioria dos participantes não comentou sobre origem das imagens, mas alguns suspeitaram do uso de IA - às vezes classificando erroneamente fotos reais como geradas. Quando acreditavam que a imagem era de IA, tendiam a avaliar o site menos favoravelmente. Como os participantes não foram avisados, o estudo não mostra como as mesmas imagens se sairiam se identificadas como geradas por IA. Isso ganha relevância com a evolução de exigências legais de transparência: o AI Act da União Europeia exige identificação ou divulgação de certos conteúdos gerados por IA, e a pesquisa de Schilke e Reimann, reunindo 13 experimentos, indica que divulgar o uso de IA reduziu a confiança dos participantes em pessoas e organizações.

Recomendações

O NN/g recomenda avaliar cada imagem antes do uso, sem supor qualidade boa ou ruim por ser de IA: verificar se a imagem apoia a mensagem da página, revisar a representação, avaliar autenticidade, inspecionar erros típicos de geração (texto, mãos, telas, reflexos, detalhes de fundo) e revisar o resultado no contexto final. O resultado em si pode ser avaliado pelos mesmos critérios de qualquer imagem, mas o método de produção traz considerações adicionais: como os modelos podem ser treinados com fotos de pessoas reais, surgem questões de consentimento, semelhança e proveniência dos dados de treinamento. Organizações devem conhecer as políticas do gerador quanto a dados de treinamento e uso comercial - uma imagem pode funcionar bem em UX e ainda ser inadequada por motivos de direitos autorais, consentimento ou questões legais e éticas.

Conclusão

No contexto testado, usar imagens de IA não torna necessariamente um site menos confiável, profissional ou autêntico aos olhos dos usuários. O que importou mais foi a imagem em si: interações críveis, representação adequada, colaboração e qualidade visual compatível com a organização. Ainda assim, imagens de IA exigem revisão cuidadosa e, com a disseminação de exigências de divulgação, as empresas devem considerar se saber da origem em IA poderia mudar a percepção dos usuários. Ao menos quando os usuários não sabem da origem, tratá-la como mais um recurso de design a avaliar criteriosamente.