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Púlpito com vários microfones acima de mãos levantadas, comunidade Women in SPAM valoriza profissionais de marketing
Marketing & Growth · Trabalho & Gestão

Women in SPAM batalha por respeito à carreira de marketing

resumo de ~3 min

O problema da autodepreciação na carreira de marketing

Profissionais de marketing passam a carreira tornando empresas, produtos e pessoas mais memoráveis, mas, segundo a autora Kamya Marwah, nem sempre foram igualmente bem-sucedidos em construir a própria marca profissional. Ela observa que, nos últimos anos, a expressão "Women in STEM" deixou de ser apenas uma frase e se transformou em uma identidade e fonte de orgulho profissional - e questiona por que o marketing nunca teve um sentido de orgulho semelhante.

Durante anos, trabalhar com marketing podia vir acompanhado de uma explicação quase apologetica. Mídias sociais eram reduzidas a "postar no Instagram" e "fazer videos tolos", embora, segundo o texto, a área fosse responsável por algumas das funções mais importantes dentro de uma empresa.

A origem de Women in SPAM

O interesse da autora foi despertado quando a estrategista criativa Laura Cameron criou o termo "Women in SPAM", sigla em inglês para Social Media (mídias sociais), Public Relations (relações públicas), Advertising (publicidade) e Marketing. O que começou como uma piada rapidamente se tornou uma comunidade e, mais importante, uma forma de mulheres de diferentes áreas da indústria de comunicação se identificarem com algo maior do que seus cargos individuais.

Cameron explica a motivação em entrevista à autora: "Trabalho com relações públicas e marketing, e continuava vendo as pessoas se referirem a si mesmas como 'marketing girlies'". Para ela, o termo sempre pareceu limitador, porque há muitas mulheres trabalhando em mídias sociais, relações públicas, publicidade e marketing, frequentemente exercendo funções muito parecidas, mas não existia um termo único que reunisse todas.

Linguagem e seriedade profissional

Cameron acrescenta uma observação mais ampla sobre a forma como se fala de carreiras criativas: "Ninguém diz 'software boys' ou 'finance boys', então me fez pensar por que estávamos usando uma linguagem que quase fazia nossas carreiras parecerem menos sérias do que são".

A autora conclui que a questão central não é se o marketing é sério o suficiente para merecer respeito, mas por que a linguagem usada para descrevê-lo às vezes o faz parecer menos sério do que de fato é. A tese do artigo é que profissionais de marketing, que tornam todos os outros memoráveis, precisam criar uma identidade com a qual possam se orgulhar de se identificar.