
OpenClaw 2.0 reúne mais de 16 mil pull requests na maior atualização
Lançamento
O OpenClaw 2.0 foi lançado como a maior atualização da história do projeto: mais de 16.000 pull requests, construídos por 933 colaboradores, dos quais 569 contribuíram pela primeira vez. A atualização afeta todas as partes do produto - instalação, mensagens, memória, skills, modelos, automações, o app de navegador, aplicativos nativos, plugins, segurança e uma longa lista de correções.
Por que levou quase dois meses
Antes da atualização, o projeto havia feito 106 releases em 230 dias, a maioria com intervalo de um ou dois dias entre elas. Sete semanas sem lançar algo, portanto, representou uma pausa incomum. Segundo o autor, Hannes Rudolph, a cadência caiu porque o time cresceu, e o volume e o ritmo de trabalho superaram tanto a base do OpenClaw quanto o processo de lançamento - os dois foram refeitos ao mesmo tempo.
A versão 2.0 concentra cerca de 50% de todos os pull requests já mesclados no projeto. O time optou por usar o tempo extra para garantir que a atualização funcionasse tanto para quem começa do zero quanto para quem atualiza um Claw existente, em vez de lançar rápido um update que quebrasse o que já estava funcionando.
Instalação e app de navegador
A instalação foi o primeiro ponto a ser simplificado. Em instalações novas, o OpenClaw passa a aproveitar o que já existe no computador do usuário: assinaturas existentes do ChatGPT ou do Claude, chaves de API e modelos locais. Muita configuração foi cortada ou simplificada, e o restante saiu da configuração inicial - a ideia é chegar à primeira conversa mais rápido e concluir a configuração conversando com o próprio Claw.
O app de navegador, porta de entrada da maioria dos usuários, foi reconstruído como experiência de primeira classe, permitindo continuar a configuração, retomar trabalhos em andamento ou acompanhar tarefas ao vivo.
Crescimento do Claw e multiplayer
O texto apresenta uma progressão de uso: um Claw simples pode monitorar a caixa de entrada em busca de e-mails da escola dos filhos e enviar mensagens pelo Telegram quando algo importante aparecer, como tarefas pendentes ou atividades futuras. A partir daí, uma tarefa pode se estender a outros contextos - por exemplo, responder uma pergunta de um irmão via iMessage buscando um recibo de compra no e-mail - sem ficar mais difícil de usar.
A mesma progressão apareceu no próprio time durante o desenvolvimento da versão: conforme usavam seus Claws para mais trabalho, faltava a possibilidade de envolver outro membro da equipe sem perder o contexto que o Claw já tinha. As sessões de nuvem compartilhadas mudaram isso, tornando o OpenClaw uma experiência multiplayer que o próprio time usa para construir o OpenClaw, seja trazendo alguém para o trabalho ao vivo, seja transferindo tarefas com o contexto preservado.
Conclusão
O post fecha argumentando que o OpenClaw começa com um fluxo útil e cresce conforme o usuário quiser - alcançando mais áreas da vida e do trabalho, ou virando multiplayer com família ou equipe. Para os autores, isso muda a relação com o software: em vez de algo aceito passivamente, torna-se uma ferramenta que se pode instruir, moldar e realmente possuir. O OpenClaw é open source e, segundo o post, pertence a quem o usa e ajuda a construir, sem depender de uma única empresa, modelo ou provedor de IA - com convite aberto para usar, contribuir e criticar o que estiver errado.