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Nuvem conectada por cabo a rack de servidores em sala interna, agentes do Cursor rodando na infraestrutura da empresa
Agentes · Dev & Engenharia

Cursor permite rodar agentes em nuvem em máquinas gerenciadas pela equipe

resumo de ~3 min

O Cursor lançou as Máquinas Auto-hospedadas: seus agentes na nuvem agora podem rodar em pools de máquinas agendados dinamicamente dentro da rede do próprio cliente, que gerencia a infraestrutura enquanto o Cursor segue iniciando e gerenciando os agentes. As equipes ganham controle sobre onde os agentes executam e qual infraestrutura usam.

A empresa justifica o movimento pelo papel crescente desses agentes, que criam mais de 60% das PRs que o Cursor mescla internamente e vêm assumindo fatia crescente do trabalho de software em muitas das maiores empresas atendidas.

O padrão segue sendo a nuvem do Cursor

Os ambientes hospedados pelo Cursor continuam como padrão: cada sessão roda em uma VM dedicada, com isolamento por agente, supressão de secrets, controles de egress e commits assinados que, segundo a companhia, atendem à maioria dos requisitos de segurança. As Máquinas Auto-hospedadas são indicadas em três casos: ferramentas que precisam executar dentro da rede corporativa, com acesso direto a controle de versão, serviços internos e repositórios; hardware personalizado, como GPUs ou Macs para iOS, ou infraestrutura como Kubernetes, sandboxes ou VMs gerenciadas; e sistemas operacionais ou pipelines de build difíceis de empacotar.

Com o recurso, apenas o ambiente de execução muda: o loop do agente, a inferência e o planejamento permanecem na nuvem do Cursor, para onde voltam as saídas das ferramentas - que podem conter código - e onde as transcrições podem ser processadas e armazenadas.

Como funciona a conexão

Na prática, a execução de ferramentas passa para uma máquina do cliente, que mantém a cópia de trabalho do repositório e executa comandos; um worker a conecta ao restante do sistema. O registro usa a CLI do Cursor e o comando agent worker start, que abre uma conexão HTTPS de saída de longa duração. O harness do agente cuida da inferência e do planejamento e envia as chamadas de ferramentas a um worker dedicado, que devolve os resultados; o Cursor nunca inicia conexão para dentro da rede do cliente.

Há dois modos: Minhas Máquinas, para um único notebook ou VM em fluxos pessoais, e Pools, uma fila nomeada de workers para equipes e empresas. Para Meagan Gamache, da Cloudflare, desenvolvedores devem poder rodar agentes na plataforma que melhor atenda ao seu fluxo, sem que empresas abram mão do controle sobre onde eles executam e o que acessam.

Pools que escalam e hibernam

A demanda costuma vir em picos: um controlador monitora a fila e usa um script de spawn fornecido pela equipe para iniciar máquinas conforme necessário. Se houver worker disponível, ele assume a requisição; caso contrário, ela aguarda - as equipes não precisam decidir quantas máquinas manter em execução. É possível definir tempo limite de ociosidade por conexão, com a máquina podendo ser reiniciada e voltar ao pool, e preservar o espaço de trabalho para continuações.

A hibernação ataca o custo de máquinas ociosas: em vez de mantê-las ligadas - ou liberá-las e esperar vários minutos de reconstrução -, as equipes criam um snapshot e param a máquina; se a continuação chegar dentro da janela de reconexão, o snapshot é restaurado e um worker inicia com o mesmo ID, senão a requisição pode ir para outra máquina. Os pools não estão vinculados a repositórios: qualquer worker disponível pode assumir uma requisição, e um único pool atende muitos repositórios.

Parceiros de sandbox e uso do computador

Não é preciso criar uma camada de sandbox própria: o Cursor mantém parcerias com AWS Lambda, Cloudflare, Coder, Daytona, E2B, Modal, Namespace e Vercel para rodar workers onde os sandboxes da equipe já rodem. Com as MicroVMs do Lambda, os agentes rodam na própria conta AWS, em máquinas iniciadas quase instantaneamente de um snapshot, suspensas quando ociosas e retomadas com o estado completo. Os Devboxes da Namespace sobem um Mac real para cada agente, viabilizando desenvolvimento iOS e macOS. Os workers Linux também passam a oferecer uso do computador: com Chrome ou Chromium, o agente pode clicar, tirar capturas de tela e controlar o navegador, com visualização e controle direto pelo Cursor.

A aposta: como as equipes passaram anos moldando sua infraestrutura à forma como criam software, os agentes na nuvem podem agora se encaixar nela com mais naturalidade.