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Lousa de sala de aula repintada com blocos geométricos, rebrand da Code.org para CodeAI e letramento em IA
Produto & Design

Code.org vira CodeAI para abraçar o letramento em IA

resumo de ~3 min

A Code.org, organização sem fins lucrativos de educação em computação fundada em 2013, passa a se chamar CodeAI. A nova identidade visual foi criada pelo estúdio Public Address e reflete a expansão do foco da entidade para o letramento em inteligência artificial ao lado da ciência da computação. Ao longo da sua história, a organização alcançou mais de 155 milhões de estudantes e 3 milhões de professores em 190 países.

Por que o rebranding

A mudança responde a uma lacuna educacional apontada por pesquisas da própria CodeAI: 84% dos estudantes dos Estados Unidos usam ferramentas de IA, mas apenas 16% dos líderes de escolas de ensino médio relatam que todos os seus alunos aprendem sobre o tema na escola. O nome original consolidou a presença da organização nas salas de aula, mas o currículo se expandiu ao longo da década para pensamento computacional, ciência de dados e computação responsável. A nova identidade reflete a posição estratégica de que compreender a ciência por trás da IA é essencial para estudantes que navegam em ambientes digitais.

Mac Russell, vice-presidente de estratégia de marca e marketing da CodeAI, afirmou que o sistema construído pelo Public Address comunica que o estudante que aprende ciência da computação, ciência da IA e ciência de dados sai com conhecimento que se sustenta mesmo quando a tecnologia por baixo continua mudando. Segundo ele, a identidade mantém contrastes como técnico e humano, escuro e claro, em vez de suavizá-los - tensão que, na visão dele, é a condição real dos estudantes: um mundo físico e um digital, ao mesmo tempo.

Rejeição aos clichês de IA

Na construção do sistema visual, o Public Address evitou atalhos populares associados à inteligência artificial, como brilhos, mascotes e imagens antropomorfizadas. Riley McClimond, designer sênior do estúdio, explicou que o ponto mais importante foi evitar a antropomorfização: o objetivo não era que jovens formassem apego emocional à IA, mas incentivar pensamento crítico e ceticismo saudável. Elementos como olhos em formas geradas foram descartados, e as diretrizes trazem a regra explícita de não personificar a tecnologia.

Em vez de personificar, a marca apresenta a IA como código e algoritmo: a estrutura modular de caixas do logotipo original foi adaptada para formar as letras de "AI", combinada com formas feitas à mão, ilustrações e fotografias de estudantes e professores reais.

Design flexível e acessível

A identidade precisa dialogar com públicos diversos, de alunos a formuladores de políticas públicas e doadores. Os layouts variam conforme o contexto, com paleta mais simples e conservadora para comunicações institucionais e cores contrastantes para materiais voltados a estudantes.

A acessibilidade foi consideração central na tipografia e na implementação digital: a identidade usa Space Grotesk ao lado de fontes gratuitas e de código aberto, permitindo que educadores recriem materiais com ferramentas acessíveis. Layouts e paletas atendem aos padrões de contraste AA e AAA nas ferramentas de ensino e nos canais digitais.

Chris Braden, cofundador e diretor criativo do Public Address, resumiu o desafio como ajudar a CodeAI a avançar para o próximo capítulo sem perder o reconhecimento já construído. Para ele, o resultado é um sistema capaz de se adaptar a diferentes públicos e contextos, mantendo um tom otimista e ancorado no futuro da educação.