
Desenvolvedor relata a virada de programar em flow para orquestrar agentes
A mudança na rotina de trabalho
Um desenvolvedor de software relata que seu ofício de uma década está se tornando algo completamente diferente, ao mesmo tempo empolgante e um pouco angustiante. Ele conta que tinha prazer em sessões de programação profundamente focadas e que hoje passa o dia alternando entre mais de 20 sessões de agentes em paralelo. Segundo ele, o estímulo mental não é o mesmo e a sensação é estranha.
Se antes evitava qualquer distração para preservar o "flow", agora troca de contexto constantemente para desbloquear seus agentes e orientá-los - de certa forma - para o próximo passo, enquanto tenta otimizar os limites de uso o melhor possível, o que descreve como uma disciplina nova e crítica.
Efeitos na produção e no próprio trabalho
Ele afirma que essa mudança lhe permitiu construir uma dúzia de aplicativos nativos para macOS e iOS nos últimos meses - ideias paralelas que antes não valiam o tempo necessário para serem desenvolvidas. Projeta que, mantendo esse ritmo, estará gerenciando centenas de aplicativos no próximo ano. Conclui que, em software como em qualquer domínio industrializado, "a fábrica é o produto", e que ele próprio é o gargalo dessa fábrica.
Por isso, diz que seu trabalho agora é, literalmente, tentar se retirar da equação o mais rápido possível - algo que, embora contraintuitivo, considera uma boa fonte de diversão em um cenário drasticamente remodelado.
Ferramentas publicadas
Ele relata ter publicado dezenas de MCPs e duas ferramentas para operar essa fábrica: Bastion, que executa cada servidor MCP uma vez para cada cliente no Mac, com credenciais no Keychain e todas as chamadas registradas; e Cupertino, que permite a qualquer agente acessar com segurança os dados do ecossistema Apple. O código-fonte é público, e o desbloqueio pago remove o limite de tempo do teste. Ele diz estar distribuindo licenças para obter retorno antecipado.