
Copperhead usa IA para projetar e verificar placas de circuito
A Copperhead se apresenta como uma plataforma de engenharia com IA de código aberto para equipes de hardware projetarem, verificarem e enviarem placas de circuito. A promessa é ser um "Cursor para placas de circuito": o usuário descreve uma mudança ou entrega um brief, e o agente edita arquivos reais do KiCad, atualiza documentos e roda as verificações do próprio KiCad até que passem. O CLI é gratuito e licenciado sob Apache-2.0; hospedagem, trabalho em equipe e auditoria são pagos.
Oito etapas com portões de validação
O fluxo parte de um brief. A Copperhead executa oito estágios em ordem, cada um como uma execução de agente: especificação, arquitetura, peças, esquemático, layout, saídas, firmware e plano de desenvolvimento. Cada estágio precisa deixar um artefato em disco antes que o próximo comece; se um portão falha, a execução para. Os portões incluem orçamento preenchido, raciocínio sob cada subsistema, números de peça justificados por datasheets, símbolos posicionados, ERC limpo, footprints na placa, DRC limpo, gerbers em disco, fontes e pinos corretos e um plano escrito de bring-up e teste. A saída é um pacote de projeto com gerbers, firmware e documentos, com um commit por estágio. A página resume: sem trabalho real em disco, sem commit.
Um exemplo de replay mostra o pedido de adicionar uma entrada USB-C a um key. O agente lê a documentação, lista as nets, valida a mudança, edita o arquivo .kicad_sch, atualiza o documento de energia, roda o ERC, checa divergência entre documentos e esquemático e registra a decisão em DECISIONS.md e CHANGELOG.md. As edições são cirúrgicas no código s-expression do KiCad, para manter diffs pequenos e revisáveis; partes não tocadas permanecem byte a byte idênticas. A ferramenta não regenera o arquivo inteiro para mover uma net.
Desalinhamento e recusas
A Copperhead afirma atacar o "drift": uma decisão de hardware se espalha por esquemático, lista de materiais, orçamento de energia e vários documentos, e nada quebra quando eles ficam dessincronizados. A inconsistência seria encontrada no bring-up, e um respin custa de 5.000 a 50.000 dólares e leva de seis a oito semanas. Para evitar isso, a ferramenta recusa rodar em árvore git suja, recusa editar arquivo de projeto antes de uma proposta de mudança validada e recusa mudanças que quebrem orçamento ou restrição documentada, citando a linha violada. Também nunca inventa número de peça que não possa justificar a partir de um datasheet.
Requisitos e preços
Para usar, são necessários Node 20 ou superior, KiCad com kicad-cli no PATH e uma chave de API de modelo própria. A instalação é via npm i -g copperhead. O caso principal é iterar sobre projetos KiCad existentes; também é possível rodar o pipeline completo a partir de um brief com copperhead create, usando modelo Claude ou GPT-5. O negócio é open core: o CLI é gratuito para sempre, roda localmente e não é medido. O Cloud custa 49 dólares por usuário/mês, grátis para hardware aberto; o Team custa 49 dólares por usuário/mês mais 199 dólares/mês de plataforma, com bot de CI, SSO/SAML e créditos compartilhados. O Enterprise é anual e personalizado, com self-hosted ou VPC, suporte a Altium, RBAC, SLA e trilha de auditoria.
Como evidência, a página cita o Open Telegraph, um key Morse ESP32-S3 de bolso construído de ponta a ponta com o fluxo, com decisões, checagens e arquivos públicos. Também informa 233 estrelas no GitHub e 385 instalações por mês, além de apoio de Microsoft for Startups, Google for Startups, Activate, Clerk, Supabase, Google Workspace, Sarvam AI e Hugging Face. A conclusão proposta é direta: não enviar uma placa que a documentação já não descreve. A Copperhead é open source e gratuita para uso local, mas a própria página diz que se paga para hospedar, trabalhar em equipe ou dar a um auditor o que ele pede.