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Ícone de curtida esvaziando como balão enquanto um olho observa uma barra de progresso, metáfora da queda das curtidas nas redes
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Curtidas e comentários caem e redes passam a ranquear por retenção

resumo de ~3 min

A queda das curtidas e comentários

A tese central é que as redes sociais caminham para uma era pós-curtida e pós-engajamento, em que as pessoas consomem conteúdo passivamente, rolando o feed sem curtir ou comentar, e os algoritmos já não precisam dessas ações para saber o que recomendar. O texto argumenta que profissionais de social media ainda se concentram em curtidas e comentários, mas deveriam rever estratégias e métricas.

Gabriel Davis, gerente de análise social da Anthropic, analisou 2,5 milhões de posts do Instagram entre janeiro de 2025 e maio de 2026. As curtidas médias caíram 73% em carrosséis e 81% em Reels; os comentários médios caíram 39% em carrosséis e 46% em Reels. Ele também verificou o top 1% do conteúdo e encontrou queda de engajamento de 54% ou mais nas mesmas categorias. O relatório de benchmarks de mídia social de 2026 da SocialInsider apontou queda de comentários médios por post no TikTok (24%) e no Instagram (16%), sugerindo um deslocamento para engajamento mais passivo. O autor interpreta isso não como problema de conteúdo ou de algoritmo, mas como uma mudança fundamental na forma como as pessoas usam as redes.

Como as plataformas já ranqueiam

Segundo o texto, as plataformas já resolveram a questão internamente. O algoritmo do TikTok passou a ponderar tempo de exibição, taxa de conclusão e replays como os sinais mais fortes de interesse; também rastreia micro-visualizações, quando alguém reassiste a um trecho específico de um vídeo. O Instagram mede tempo de permanência em carrosséis. O time de engenharia do LinkedIn afirmou que o tempo que alguém passa lendo uma publicação é agora um sinal primário de ranqueamento, e não comentários ou curtidas. Adam Mosseri, chefe do Instagram, disse que o foco está em visualizações, taxa de conclusão e compartilhamentos. A partir disso, o texto defende que curtidas e comentários passem a status secundário: são desejáveis, mas não devem ser o objetivo.

O que muda para equipes de social

Se o futuro é de consumo passivo, as métricas que importam passam a ser tempo de exibição e taxa de conclusão. Três perguntas centrais: quanto tempo a pessoa assistiu, se terminou e se reassistiu. Esses números decidem se o algoritmo impulsiona o conteúdo. Ganchos ficam ainda mais importantes: a disputa é por atenção inicial, pois sem gancho não há retenção nem distribuição algorítmica. O autor também critica a ideia de "construir comunidade": para ele, uma comunidade interage entre si, enquanto a seção de comentários de uma marca reúne pessoas desconhecidas falando com a marca, e isso é cada vez menos frequente.

O lado positivo

A mudança também traz oportunidade. A era do grafo de interesse e das páginas "Para Você" significa que, se o conteúdo agradar aos espectadores, uma marca pode alcançar muito mais gente do que na era dos seguidores. O conteúdo social orgânico pode atingir clientes atuais, potenciais e pessoas com alguma lembrança da marca, porque os algoritmos seriam eficientes em colocar o material diante do público certo. A conclusão é que as equipes devem se tornar especialistas em boas práticas de vídeo e não depender da validação de curtidas e comentários.