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Painel de carro com o medidor mais visível sendo o menos útil, metáfora das decisões guiadas pelo Google Ads
Marketing & Growth

Análise mostra como o Google Ads direciona decisões do anunciante

resumo de ~3 min

Anunciantes experientes sabem onde encontrar os dados essenciais à otimização, mas muitos novatos não têm consciência das camadas que lhes faltam - e informações enganosas frequentemente tomam o lugar de informações ocultas, segundo o artigo. O argumento central é que o Google empurra narrativas diretamente para dentro da plataforma, tornando ideias favoráveis a ela mais visíveis no momento em que o anunciante decide como gastar o orçamento. O texto usa a heurística de disponibilidade - a tendência de pessoas bem-intencionadas serem influenciadas por informações prontamente disponíveis, como quem superestima o risco de acidentes aéreos por causa de relatos vívidos - para examinar o produto.

Nomes e efeitos de segunda ordem

O autor observa que a narrativa centrada na plataforma aparece até na nomenclatura de recursos e tipos de campanha. Nomes como Performance Max, AI Max, Smart Bidding e Demand Gen podem estar ali para influenciar - e um nome tem muito peso se consegue afetar decisões de alocação de orçamento. Ele também ressalta efeitos de segunda ordem: mesmo quem administra bem a conta pode sofrer com anomalias de leilão causadas pela falta de cuidado de outros anunciantes.

Os sete pontos de influência

1. Views do painel. Aceitar os KPIs padrão, com comparação ao período anterior, pode ser subótimo: para a maioria das empresas a comparação ano a ano é mais relevante e evita distorções sazonais; além disso, impressões e cliques agregados provavelmente significam muito menos que receita e ROAS.

2. Colunas. Os padrões favorecem ruído em vez de sinal. O autor prefere cliques, CTR, valor de conversão, valor de conversão dividido pelo custo e CPC, e ajusta a seleção em Colunas > Modificar. Há truques de nomes entre as colunas disponíveis: "absolute top" e a parcela de impressões no topo podem ser úteis; "search lost top IS (rank)" provavelmente não. Métricas que deixam o anunciante inquieto em vez de analiticamente calmo tendem a ser melhor evitadas.

3. Linhas. O número preferido de linhas exibidas (normalmente 50 ou 100) às vezes volta ao mínimo de 10. Como a paginação compromete a otimização, o atrito faz com que partes não otimizadas se deteriorarem - em contas herdadas com campanhas demais, consolidar quase sempre melhora o desempenho financeiro.

4. Optimization Score e recomendações. O Google incentiva constantemente a aceitar recomendações categorizadas. No exemplo mostrado, duas sugestões - remover palavras-chave redundantes e ativar a Display Expansion - não ajudariam muito, e a segunda quase certamente prejudicaria o desempenho, exceto para quem corre risco de perder o emprego por não gastar um orçamento inflado.

5. Metas no nível do grupo de anúncios. Uma meta de ROAS de 350% definida no nível da campanha pode não surtir efeito porque metas de grupo de anúncios entre 210% e 260% sobrepõem a configuração. Sem abrir a campanha e descer ao detalhe, o anunciante não descobre isso - e pode acabar limitando o orçamento diário, pausando a campanha ou culpando "ventos econômicos" inventados.

6. Relatórios de consultas de pesquisa. Muitos novatos não distinguem palavras-chave de consultas de usuário nem sabem onde encontrar o relatório de termos de pesquisa. O autor lista categorias de consultas mal mapeadas que deveriam virar negativas: buscas puramente navegacionais de marca, que inflam o ROI aparente de palavras de aquisição de nicho; consultas de uma só palavra (como "office"); marcas e produtos que o anunciante não vende; nomes de concorrentes, quando não deveriam estar ali; e termos que deveriam mapear para outras partes da conta.

7. Contagens de conversão. Definir um KPI primário e manter poucos secundários para monitoramento; para mais precisão, usar o Google Analytics ou importar metas como primárias e secundárias. Em contas maduras, o primeiro passo é verificar se ninguém definiu KPIs praticamente idênticos como primários - prática relativamente comum - e limpar as conversões restantes, removendo as frequentes demais que distorcem o retorno real.

Conclusão

O autor resume a situação como um jogo de três cartas em que a maioria dos anunciantes é influenciada por aquilo que pensa ver. O "superpoder" do anunciante, escreve, é que o operador do jogo ainda permite levantar as cartas algumas vezes. Ele acrescenta que existem muitos outros exemplos além dos sete apresentados.