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Braço robótico erguendo parede dentro de fábrica enquanto um canteiro vazio espera do lado de fora, metáfora da automação na construção
Hardware & Chips · Trabalho & Gestão

Automação na construção só venceu em tarefas de fábrica

resumo de ~3 min

O texto parte de um contraste: a mão de obra direta representa perto de 50% do custo de uma casa unifamiliar nova nos EUA, contra cerca de 6% a 8% na fabricação de um carro. Por isso, há muito interesse em automatizar a construção. Para mapear o histórico, o autor usou Claude (Opus 5 Max) para vasculhar milhares de edições digitalizadas de revistas técnicas - Architectural Forum (950 edições), House & Home (370) e Engineering News-Record (mais de 4.300) -, da metade do século XIX até o começo dos anos 1980, além de buscas gerais, inclusive nos arquivos da IAARC. O levantamento não é estatístico; é uma pesquisa de existência. A definição adotada de automação é 'uma máquina realiza parte substancial de uma tarefa sem exigir direção humana', o que exclui mecanização, ferramentas elétricas e guindastes, em que cada movimento é orquestrado por um operador.

O que funcionou

A conclusão principal é que a automação bem-sucedida se concentra em duas categorias. A primeira são tarefas que podem ser feitas fora do canteiro, em fábrica. Exemplos: centrais de dosagem de concreto, que já eram 'completamente automatizadas' na Barragem Hoover; fabricação de aço, com furação, solda e pintura automáticas desde o fim do século XIX; pré-moldados de concreto; janelas e portas; e treliças de piso e telhado, com corte e prensagem automatizados em fábricas típicas. A segunda categoria são tarefas no canteiro que podem ser transformadas em algo fabril: movimento simples e repetitivo ao longo de um caminho simples. É o caso de máquinas de extrusão de concreto para guias, valas e calçadas, máquinas de formar calhas por perfilagem, pavimentação de estradas com trens de máquinas, manutenção ferroviária - troca de dormentes e compactação de lastro - e túneis com tuneladoras.

O que falhou

Fora dessas categorias, quase nada prosperou até o começo dos anos 2000, segundo o texto. O exemplo clássico é o assentamento automático de tijolos: tentado repetidamente desde o início do século XX, não se sustentou. A tarefa parece repetitiva, mas não é simples o bastante: espalhar argamassa e assentar tijolos mantendo prumo e nível exige pequenos ajustes, e as paredes têm janelas, portas, cantos e desvios que quebram a uniformidade. A SAM, da Construction Robotics, exigia pedreiros atrás do robô para acabamentos e nivelamentos; a Hadrian, da Fastbrick Robotics, contornou o problema usando adesivo próprio em vez de argamassa. A SAM só funcionava bem em trechos longos e uniformes, e precisava ser reinstalada a cada nova parede. O mesmo padrão afetou solda automática em obras, tentada desde os anos 1930, e a amarração de vergalhões: a Advanced Construction Robotics lançou o TyBOT em 2020, mas ele só aparece em tabuleiros de pontes com grandes extensões de vergalhão; seu IronBOT também exige grandes áreas e planejamento, além de alimentação humana constante de barras.

Japão e os limites

O texto cita o esforço japonês iniciado no fim dos anos 1970: até os anos 1990, mais de 100 tipos de robôs de construção foram desenvolvidos - solda de colunas, aplicação de proteção contra fogo, pintura de paredes. Embora funcionassem, eram pouco produtivos: exigiam muita montagem e desmontagem, tinham dificuldade em espaços estreitos, não lidavam bem com a imprevisibilidade do canteiro e podiam deslocar o gargalo para outra etapa. As 'fábricas arranha-céu', plataformas gigantes que construíam andar por andar com robôs, não resolveram: o tempo de preparação era impraticável para prédios menores e exigia projeto e coordenação prévios extensos.

O que pode mudar

O autor argumenta que esse padrão histórico é, em grande parte, uma limitação tecnológica: máquinas tinham pouca capacidade de processar informação, sentir o ambiente e modificar ações. A soldagem ilustra a evolução: de automação fixa para robôs reprogramáveis nos anos 1960, e, nos anos 1980, alguma capacidade limitada de corrigir posição, mas ainda incapaz de lidar com obstruções, peças sujas ou orientação inesperada. Com IA moderna, diz, máquinas estão ganhando capacidade mais robusta de receber instruções e descobrir passo a passo o que fazer, como carros autônomos e LLMs. Isso se reflete em novas startups de automação para construção: cerca de metade do capital de risco para startups de robôs de construção foi para empresas fundadas depois de 2022, e a maioria das outras grandes rodadas ocorreu depois de 2020, sem contar investimentos em robôs generalistas como a Figure. O autor suspeita que o futuro não se pareça com o passado, mas não está claro se será um exército de robôs como o Optimus ou uma série de robôs especializados como Dusty, Canvas e Rufus.