stamatios
← Voltar ao feed
Carimbo repete emblema em fila de envelopes com um dourado, posicionamento repetido vale mais que viralizar
Marketing & Growth

Ensaio defende repetição e posicionamento em vez de caçar viralização

resumo de ~3 min

A tese: familiaridade vale mais que alcance

O autor, que construiu o projeto The Marketing Lab e observa centenas de profissionais de marketing construírem marcas pessoais, argumenta que a obsessão com métricas de vaidade - 10 mil, 50 mil, 100 mil seguidores - leva ao alvo errado. Para ele, 10 mil pessoas vendo seu conteúdo uma única vez vale muito menos que 100 pessoas certas vendo você repetidamente. O objetivo da marca pessoal não é ser visto por muitos, mas ser lembrado pelas pessoas certas.

Como o recrutamento ilustra o ponto

O autor usa o exemplo de um processo seletivo: um gerente de contratação com 400 candidaturas se depara, no LinkedIn, com alguém cujo nome viu 15 vezes nos últimos três meses, conhece as opiniões da pessoa sobre o setor e talvez já interagiu com ela. Essa familiaridade acumulada, argumenta ele, pesa mais que um currículo que acabou de chegar à caixa de entrada - e é justamente a parte da marca pessoal que não aparece nas métricas de análise.

Oportunidades "aleatórias" raramente são aleatórias

Segundo o texto, convites para falar em eventos, propostas de trabalho e colaborações parecem sorte, mas geralmente têm meses de trabalho invisível por trás: postagens, comentários e presença constante nas mesmas conversas. Quem envia a mensagem pode ter acompanhado a pessoa por semanas sem que ela soubesse. Por isso o autor afirma que o público real é maior que a contagem de seguidores: inclui recrutadores que nunca curtem, fundadores que leem cada newsletter e pessoas que visitam o perfil sem seguir.

Posicionamento e repetição

A recomendação prática é se associar a um tema específico, não a tudo: ser reconhecido como "a pessoa que fala sobre conteúdo B2B", "quem entende de creator marketing" ou "quem tem boas análises sobre IA". Definido o posicionamento, o conteúdo precisa reforçá-lo de forma repetida. O autor descreve a progressão: na primeira exposição, a pessoa ignora; na quinta, começa a reconhecer; na décima, associa o tema à pessoa; na vigésima, ela é a referência quando o assunto surge. Nem toda publicação precisa ser extraordinária - a repetição é o que transforma a marca pessoal em ativo.

Conclusão: não é preciso todo mundo

Para profissionais no início de carreira, o autor diz que 100 mil seguidores - nem mesmo 10 mil - são necessários. 300 pessoas do setor que saibam quem você é, 50 fundadores que o reconheçam como alguém que entende de redes sociais ou 20 gerentes de contratação que reconheçam seu nome já representam uma vantagem grande. Ele conclui que crescimento pode ser perseguido se for algo prazeroso, mas que alcance e alavancagem não devem ser confundidos: as primeiras 100 pessoas não são "apenas 100", e sim a primeira rede, comunidade e fonte de oportunidades. O texto termina promovendo o "Personal Branding Playbook" do autor, vendido por £4,99, e o convite à comunidade The Marketing Lab.