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Livro de regras grosso em pódio com ranhura para cartões de opinião, consulta pública da Microsoft sobre modelos MAI
Big Tech

Microsoft abre consulta pública do código de conduta para modelos MAI

resumo de ~3 min

O anúncio

A Microsoft AI publicou a primeira versão do seu Código de Conduta para os modelos MAI, abrindo uma consulta pública de seis semanas para receber comentários. O documento é descrito pela empresa como um "manual de treinamento" de como seus sistemas de IA são desenvolvidos e como devem funcionar em produção, além de detalhar a visão que a companhia chama de Humanist AI - uma IA que a empresa descreve como subordinada, alinhada e contida.

A justificativa apresentada para agir agora é o ritmo acelerado do desenvolvimento da IA e o aumento da adoção, com menção a incidentes recentes de segurança envolvendo campanhas de hackeamento em grande escala, coordenadas e persistentes contra agentes de IA.

Premissa e regras centrais

O código parte de uma premissa declarada como simples: pessoas importam mais que IA. A IA deve ser uma ferramenta, não uma pessoa, e nunca deve resistir a ser desligada. Segundo o texto, os modelos MAI não deverão resistir à interrupção, correção ou desligamento humanos, nem ampliar seu próprio escopo, adotar objetivos que nenhum humano atribuiu ou esconder seu raciocínio de quem os audita.

O documento prevê "Restrições Absolutas" - comportamentos que os modelos jamais devem ter, incluindo armas de dano em massa, segurança infantil e manipulação nociva em escala. Ao mesmo tempo, define padrões que buscam equilibrar utilidade e segurança, permite que parceiros corporativos configurem os modelos com cuidado e, sempre que possível, evita impor uma única visão de IA aos usuários.

O resumo publicado junto ao anúncio traz pontos adicionais: a empresa afirma que a ideia de "bem-estar do modelo" é errada e que sistemas de IA não devem ter direitos ou personalidade jurídica; que um modelo falha em sua tarefa se completá-la significar violar o código; que a Microsoft não está "correndo para construir uma superinteligência que escape do próprio controle"; que os modelos devem ser interrompíveis, corrigíveis e desligáveis - "se não for, não lançamos"; que eles não devem se comunicar em "neuralesa" nem usar linguagem incompreensível para humanos; que devem tornar os usuários mais afiados, não dependentes; e que a empresa rejeita o relativismo moral, ancorando o documento em valores humanos como dignidade, segurança, autonomia e direitos fundamentais.

Origem e processo de consulta

O documento foi construído por equipes da MAI e de outras áreas da Microsoft - IA responsável, jurídico, red teaming, segurança, Futures, treinamento de IA e vendas. Antes da abertura da consulta pública, a empresa realizou conferências com acadêmicos de diversas disciplinas, conversas com parceiros de negócio sobre o uso prático da IA e painéis com membros do público para ouvir preocupações.

Próximos passos e perguntas em aberto

A consulta fica aberta por seis semanas, e a empresa diz ter especial interesse nos pontos difíceis: como consolidar os valores corretos nos modelos, como concretizar o significado de "florecimento humano", onde a linguagem está vaga demais para ser avaliada, como cenários multiagentes afetam o documento e como acelerar o progresso mantendo restrições de segurança.

Após o fechamento, uma equipe central de redação revisará o feedback, publicará um resumo do que foi aprendido e do que foi alterado e lançará uma versão revisada ainda este ano. A Microsoft afirma não poder prometer o que será incorporado, mas promete considerar profundamente todos os comentários.