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Robôs circulando em pista em loop ao redor de escritório, loops de agentes usados pela PostHog
Agentes

PostHog usa sete loops de agentes para operar quase de forma autônoma

resumo de ~3 min

O que são loops de agentes

Andy Maguire, integrante do time "self-driving" da PostHog, explica que a empresa usa diariamente seis ou sete "loops" de agentes para operar quase de forma autônoma. Para ele, um bom loop faz três coisas: encontra o que vale a pena olhar (observando algo que ele não precisa vigiar), tira as partes chatas do caminho (triagem, deduplicação e, cada vez mais, partes da implementação) e mantém o humano informado, permitindo intervir e direcionar quando quiser. Ele diz ainda estar em dúvida sobre por quanto tempo vai querer manter esse controle, mas por enquanto gosta de decidir o que entra em produção.

Os loops em ação

Feedback do MCP: quando um agente ou humano encontra atrito no PostHog MCP, registra um feedback estruturado pela ferramenta agent-feedback, direto da sessão. Um scout chamado signals-scout-agent-feedback agrupa as submissões negativas e bloqueadas em temas de fricção, encaminha cada tema ao responsável (MCP, área de produto, documentação ou o próprio time de sinais) e corrobora os achados com as taxas reais de erro nas chamadas de ferramenta antes de reportar. Um exemplo citado: em 28 de agosto, um agente reclamou da falta de uma ferramenta para criar definições de eventos; o scout emitiu um relatório em cerca de cinco minutos, o PR #90832 foi aberto oito minutos depois e o ciclo inteiro - da reclamação à correção em produção às 18:56 UTC - levou menos de um dia de trabalho, com o autor gastando tempo apenas em revisão e um pouco de direcionamento.

Bug reports do Slack: o scout signals-scout-team-self-driving monitora o canal da equipe no Slack, agrupa por thread e ignora conversas casuais, capturando bugs e ideias que se perderiam. Um bug de link de tarefa que apareceu de passagem, enquanto se discutia outro problema, virou o PR #88912, revisado por Vojta e Georgiy e mesclado em 4 de setembro.

Issues → relatórios → PRs: o loop que mais mudou o trabalho do autor. Ele investe tempo em escrever specs (issues do GitHub com o comportamento esperado), e um scout avalia quais estão prontas para implementação - escopo claro, sem bloqueios, sem duplicação. Uma spec sobre renomear skills sem perder histórico virou o PR #95499 com uma caixa de diálogo de renomeação e uma ferramenta skill-rename no MCP, mesclada em 7 de setembro. O autor nota que pode conduzir várias dessas em paralelo porque não precisa acompanhar cada agente.

Alertas de anomalia: alertas monitoram métricas, como a taxa de erro das ferramentas do MCP. Em 5 de setembro, um alerta disparou com 9,9%, contra uma base típica de 0,3% a 1,2% nas duas semanas anteriores. A investigação apontou o scout-project-profile-get, com 88 erros em uma hora em cerca de 44 projetos. A causa foi um descasamento entre dois workers implantados separadamente: o agendador passou a enviar um dicionário de permissões enquanto um worker mais antigo esperava o formato antigo. Esse caso exigiu mais direcionamento humano, mas resultou em PRs de compatibilidade mesclados.

Replay Vision: a ferramenta assiste a gravações de sessão e gera observações estruturadas. Um monitor busca "pessoas visivelmente travadas" no PostHog Desktop. Uma gravação revelou um erro de provedor seguido de falha ao entregar mensagem de seguimento - algo que a telemetria de eventos sozinha não captava. O PR #93181 corrigiu o tratamento de erros e foi mesclado em 2 de setembro.

Logs e autovalidação: um scout agendado analisa logs de runtime, distingue retris de falhas distintas e verifica se alguém já está corrigindo. Numa ocorrência, uma tag de metadados muito longa impedia a criação do sandbox Hogland; o PR #92909 limitou as strings. Enquanto o PR estava em revisão, novas execuções do scout acumularam evidência no mesmo relatório em vez de abrir investigações concorrentes. Após o merge, o scout confirmou que a última falha aconteceu às 10:06 e não se repetiu. Cerca de um em cada dez runs de scout incluiu uma passada de autovalidação no último mês.

Conclusão

A tese central é que loops - não apenas ferramentas ou skills isolados - são o que mais impactou o dia a dia do time. A empresa disponibiliza um guia de configuração para quem quiser replicar a abordagem em outros produtos.