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Cérebro de IA em placa de Petri com braço robótico pipetando tubos de ensaio, laboratório de biologia da Anthropic
IA & Modelos

Anthropic opera laboratório de biologia molhada conduzido por IA

resumo de ~3 min

Laboratório de biologia molhada

A Anthropic confirmou à TechCrunch que opera um laboratório de biologia molhada (wet lab) na região da Baía de São Francisco, onde usa seus modelos de IA para conduzir experimentos físicos. O chefe de ciências da vida da empresa, Eric Kauderer-Abrams, disse à Reuters que, para fazer biologia, o teste final continua sendo, e ainda será por um tempo, o trabalho em laboratório real, e que a empresa faz isso hoje. O laboratório funciona como a maioria dos laboratórios de biotecnologia: a Anthropic conduz parte da pesquisa ali e também colabora com parceiros externos.

Foco e contexto

A Anthropic não revelou detalhes do que o laboratório estuda, mas afirmou que o foco principal é biologia fundamental, não descoberta de medicamentos. A empresa busca evitar a aparência de competir com a indústria farmacêutica, da qual tem vários grandes clientes e parceiros - acabou de anunciar um acordo com a Novo Nordisk para descoberta conjunta de medicamentos. A Anthropic já enfrentou críticas por lançar produtos percebidos como concorrentes dos de seus clientes. A notícia não é totalmente inesperada: a empresa comprou a Coefficient Bio, uma startup furtiva de biotecnologia com IA, em abril.

Produtos para a área de ciências da vida

Na mesma semana, a Anthropic lançou o Life Sciences Verification Program, que dá a pesquisadores de bio verificados acesso a seus modelos mais poderosos. Também publicou relatórios recentes sobre pesquisas para apoiar a descoberta de medicamentos, incluindo um sobre aceleração de design de proteínas e outro sobre aprimoramento de modelagem biomolecular.

Tensão com alertas de risco

A notícia chega em um momento de fervor sobre riscos da IA. O pesquisador Jacob Coxon se demitiu da Anthropic e advertiu que as pessoas que constroem IA acreditam sinceramente que ela poderia matar todos até o fim da década. O líder de alinhamento da própria Anthropic estimou em mais de 10% a chance de a IA exterminar a humanidade na próxima década. O CEO Dario Amodei publicou no fim de semana um post pedindo que a indústria desacelere e institua autorregulação; ele cita repetidamente o bioterrorismo como um dos maiores riscos da IA.

Reações

A justaposição entre esses alertas e o laboratório molhado não passou despercebida no setor de tecnologia. O investidor e fundador de startup de código com IA Chamath Palihapitiya postou no X, com um tom meio bem-humorado, que o grupo por trás de frases como "Todos Vamos Morrer" e "Me Regule Agora" está construindo um laboratório molhado em São Francisco, e que não recomenda isso.

Contexto da tese de cura de doenças

A movimentação se encaixa na promessa recorrente de líderes de IA de que a tecnologia será a chave para curar doenças. Amodei opinou na semana anterior que acredita que a IA poderia curar a maioria das grandes doenças nos próximos 5 a 10 anos - o que, na prática, exige meios de testar teorias no mundo real.