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Máquina Enigma antiga imprime mensagem decodificada ao lado de chip de IA moderno, feito do GPT-6 Astra da OpenAI
IA & Modelos

GPT-6 Astra quebra mensagem histórica da Enigma

resumo de ~3 min

A quebra da mensagem MVUEH

O blog Schneier on Security destaca a quebra de uma mensagem Enigma até então não decifrada, publicada no site Crypto Cellar Research. Segundo o relato de Frode Weierud no Crypto Cellar, o modelo GPT-6 Astra executou a quebra por conta própria: Carter Leffer apenas pediu ao modelo que tentasse decifrar as mensagens não resolvidas publicadas na página.

O próprio modelo analisou as mensagens disponíveis e escolheu a de número 172, identificada como MVUEH, como a mais promissora. Também suspeitou rapidamente que o texto claro da mensagem 173, SIPVX, poderia estar relacionado ao da mensagem MVUEH. Depois de testar várias abordagens, o modelo concentrou-se em usar o nome de lugar repetido "ROSENOW ROSENOW" como crib (texto conhecido). Para isso, desenvolveu sozinho software em Python e C++ - um simulador de Enigma e uma Bombe de Enigma - e conduziu uma quebra sistemática com esse crib, encontrando ao final a chave e o texto claro corretos da mensagem MVUEH.

Análise em andamento e pontos em aberto

Os responsáveis ainda analisam os logs do GPT-6 Astra para entender exatamente como a quebra foi executada, e relatam descobrir detalhes impressionantes no processo. Nos comentários do blog, levantou-se uma questão pendente: o modelo citou referências de arquivos corretas que não estão disponíveis publicamente no site do Crypto Cellar Research, mencionando uma coleção privada - não está claro se obteve acesso às coleções digitalizadas do Bundesarchiv ou se encontrou os arquivos em outro lugar. Weierud, que não tem acesso a todos os logs (só Leffer os possui), considerou duvidoso que os arquivos do Bundesarchiv tenham sido importantes para a quebra da MVUEH, mas achou interessante ver até onde o modelo foi na busca de fontes primárias - ele especula que o modelo pode ter registrado uma conta de pesquisador, sem certeza, e observa que não se sabe se chatbots têm permissão de acesso ao Bundesarchiv.

Efeito contagio

Weierud também relatou que a quebra da MVUEH inspirou outro ataque: em 20 de setembro de 2026, a mensagem Enigma naval número 205 NF / 285 FMNGI, de 31 de julho de 1941, com 63 letras, foi decifrada com a ajuda do Anthropic Claude Opus 5, usando como crib a assinatura frequente "XHARTJENSTEINX". Um comentarista ainda apontou caso relacionado relatado pelo Tom's Hardware, em que o GPT-6 Astra teria decifrado uma mensagem alemã não resolvida da Primeira Guerra Mundial, de 1918, verificada contra registros do HMS Canterbury.