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Arquivo com gavetas ligadas ao terminal por fios brilhantes, rastreio de commits do Atlas
Agentes · Open Source

Atlas versiona código de agentes junto com prompts e sessões

resumo de ~3 min

O que é o Atlas

Atlas é uma ferramenta de controle de versão para agentes de programação, descrita em seu repositório no GitHub (pacifio/atlas) como "source control for coding agents". A tese central: agentes de código escrevem hoje uma grande parte do código, mas nenhum do raciocínio por trás dele sobrevive - o prompt que gerou a mudança, as chamadas de ferramenta e as tentativas abandonadas ficam no buffer do terminal e se perdem. O que resta é uma mensagem de commit escrita por modelo resumindo um diff.

O problema dos editores anteriores aos agentes

O README aponta três falhas de editores projetados antes da era dos agentes. Primeiro, os agentes recomeçam de zero a cada sessão: o contexto estabelecido ontem desaparece, e reconstruí-lo é tarefa do usuário. Segundo, trocar de agente perde o fio da meada - Claude Code não consegue ler o histórico do Codex e vice-versa, então mudar de agente no meio de uma tarefa exige repetir a explicação. Terceiro, o contexto fica espalhado em dez lugares: base de conhecimento, CLAUDE.md, AGENTS.md e arquivos de memória de cada agente, sem nada que leia todos ao mesmo tempo.

Checkpoints: o commit com contexto

A resposta do Atlas são os checkpoints. Cada sessão de agente é gravada localmente em .atlas/sessions.db, com segredos redigidos antes de qualquer persistência em disco. Ao fazer um commit - de qualquer ferramenta, mesmo com o Atlas fechado - o commit é vinculado de volta à sessão que o produziu, mantendo juntos prompts, chamadas de ferramenta e mudanças de arquivos. Os commits são observados, não interceptados, e os vínculos sobrevivem a rebases e amends via reconciliação por patch-id; quando um squash torna o vínculo genuinamente ambíguo, o sistema o separa em vez de adivinhar. Há também importação de histórico do Claude Code para retroalimentar o registro, e um painel de atividade de agentes com uso, consumo e cronogramas. É possível selecionar um checkpoint e conversar com ele diretamente, obtendo respostas do que de fato aconteceu na sessão.

Múltiplos agentes e memória compartilhada

O Atlas roda Claude Code, Codex e o agente nativo do Atlas em paralelo, por abas, contra a mesma base de código. Claude Code e Codex executam como subprocessos externos via ACP, descrito como o caminho mais usado e testado; o agente nativo roda em processo, em seu próprio engine, um fork de um upstream Apache-2.0. Também é possível invocar qualquer agente do registro ACP (Cursor, OpenCode, Kilo Code, entre outros), puxando automaticamente o binário oficial de cada um - com ressalva de que a garantia de qualidade nos agentes mais nichados do registro está em andamento.

Antes de a mensagem chegar ao agente, o Atlas monta contexto: menções @ resolvidas localmente em Rust (arquivos, símbolos, branches, commits, notas, papers e sessões passadas); memória compartilhada com planos, decisões, mudanças e falhas escritas por qualquer agente; correspondências semânticas via embeddings rodados no próprio dispositivo com busca HNSW; e transferência de sessão com um pacote de fatos e o final da última sessão, mesmo a de outro agente. Uma decisão do Claude Code aparece no próximo prompt do Codex. Menções a arquivos grandes enviam um caminho em vez de colar o conteúdo, para não ocupar a janela de contexto.

Ferramenta e privacidade

Além dos agentes, o app inclui editor CodeMirror, git com grafo de commits e diffs, terminal em blocos, base de conhecimento em markdown com backlinks e exportação, busca em arXiv e Semantic Scholar, browser com logins reais e visualização espacial de notas. As notas de conhecimento e os arquivos CLAUDE.md e AGENTS.md existentes alimentam todos os agentes do projeto.

O funcionamento é local por padrão: código, notas e sessões ficam na máquina, sem conta ou rede necessários. Contas são opt-in, para sincronização em equipe. Analíticas anônimas de uso estão ligadas por padrão, mas coletam apenas metadados grosseiros, nunca código ou prompts.

Disponibilidade

Há builds para macOS (.dmg, Apple Silicon ou Intel, exigindo macOS 13+) e Windows (.msi, Windows 10 x64). Builds para Linux compilam da mesma base Tauri, mas não foram testados. O projeto é Apache 2.0, com mais de 8,2 mil estrelas no GitHub, e contribuições seguem fluxo em branch de versão - main só recebe a mesclagem que é o release.