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Inspetor com checklist examinando engrenagens de um site, metáfora do servidor MCP de auditoria de SEO dentro do Claude
Dev & Engenharia

Servidor MCP audita SEO técnico dentro do Claude com 99 checagens

resumo de ~3 min

O que é o SEO Audit Console

A Houtini lançou o SEO Audit Console, um servidor MCP gratuito (licença Apache 2.0) que roda dentro do Claude - tanto no Claude Desktop quanto no Claude Code - e executa uma auditoria de SEO técnico combinando quatro fontes de dados: Google Search Console, um rastreamento próprio do site, DataForSEO (opcional) e Majestic (opcional). O resultado são 99 checagens que geram uma lista priorizada de achados, cada um com a evidência e o tráfego em jogo.

A tese: juntar rastreamento e dados do Google

O argumento central do autor é que a auditoria técnica convencional - que ele descreve como estruturalmente igual há vinte anos, desde 2006 - é apenas "a opinião de um crawler": mostra o que o site diz, mas nada sobre o que o Google fez com isso. O Search Console, por outro lado, traz o registro do que o Google realmente fez: queries, impressões, posições e cliques. A proposta é unir os dois: "seu crawl é intenção, o Search Console é a realidade; o dinheiro está onde eles divergem".

Como as checagens funcionam

As 99 verificações são organizadas em famílias: rastreabilidade e indexação (links quebrados, cadeias de redirecionamento, páginas órfãs, páginas bloqueadas por robots.txt que ainda recebem tráfego), on-page e dados estruturados (títulos, metas, um validador local de cerca de 30 tipos de rich result), tendências do Search Console ao longo do tempo (páginas perdendo cliques, queries que sumiram), questões da junção dos dados (canibalização de palavras-chave, "striking distance", páginas fantasmas) e prontidão para busca por IA (frases em que o site ranqueia mas o texto nunca menciona).

Cada checagem recebe rótulo D (determinística, com base em bytes) ou N (julgamento, desativada por padrão e só exibida quando solicitada) - o autor explica que considerou que um achado errado é pior que nenhum achado. A priorização usa a fórmula (cliques esperados × yield × certeza) / esforço, ordenando por cliques recuperáveis por hora de desenvolvimento, e não pela severidade aparente da checagem.

O rastreamento descobre páginas de três formas: seguindo links, lendo sitemaps XML e - o diferencial - partindo de todas as URLs para as quais o Google já envia tráfego, conforme o Search Console. O autor relata que, em uma propriedade, essa semeadura elevou a cobertura de páginas conhecidas pelo GSC de 29% para 70%. O crawler registra o motivo de cada URL não indexável (404, noindex, cabeçalho X-Robots, canonicalização, bloqueio por robots.txt), grava redirecionamentos externos sem armazená-los como página, sempre usa GET em vez de HEAD, respeita robots.txt, faz backoff quando o servidor limita e usa HTTP/2, gzip e brotli. Depois do rastreamento, ele calcula um grafo de links real: PageRank interno com links de navegação e rodapé desvalorizados, profundidade de cliques e in-degree por página.

Fluxos de trabalho e serviços opcionais

Entre os fluxos oferecidos em um prompt único estão: auditoria inicial (cerca de 20 minutos em um site de tamanho médio), otimização de palavras-chave no site todo (com um modelo de relevância local que pontua passagens - um cross-encoder ms-marco executado no dispositivo via Transformers.js), detecção de mudanças entre rastreamentos para migrações, checagem de prontidão para agentes de IA, dashboards e relatórios exportáveis em HTML, e "content recon", que puxa o SERP ao vivo de páginas em queda e verifica se a AI Overview do Google cita o site.

A camada opcional DataForSEO, cobrada por uso (o autor cita custos de alguns dólares por mês), libera análises de concorrentes, volumes de palavras-chave e dimensionamento de mercado. Para link prospecting, o link_intersect lista domínios que linkam aos concorrentes e não a você; com uma chave da Majestic, a lista é reordenada por Trust Flow e Topical Trust Flow - o autor cita um domínio que o DataForSEO ranqueou em 22º e que voltou com Trust Flow 0, uma forma de eliminar diretórios da lista de outreach.

Privacidade, instalação e limites

Os dados ficam em arquivos SQLite locais, uma base por propriedade; nada sai da máquina exceto chamadas de API acionadas pelo próprio usuário, e não há telemetria. A instalação exige Node 20 ou superior, uma conta de serviço do Google Cloud e a etapa que o autor destaca como a mais esquecida: adicionar o e-mail da conta de serviço como usuário da propriedade no Search Console. A sincronização incremental reduziu um refresh de dados de 33 minutos para 19 segundos.

O autor recomenda o Claude Code como melhor ambiente para a ferramenta, pois fecha o ciclo: a mesma sessão que encontra o problema pode escrever o fix, aplicá-lo no repositório, fazer commit e rastrear novamente. Os geradores de correção, porém, apenas produzem artefatos (regra 301, JSON-LD, links internos) - eles nunca escrevem no site do usuário. Entre os planos futuros estão um scorecard de conteúdo por página, um relatório imprimível em A4 e cerca de 94 checagens no nível de parser do código-fonte.