
Aberturas f/1.48 e f/1.8 do iPhone 18 Pro mostram desfoque mais natural
Teste prático da abertura maior
A Apple promove a lente principal do iPhone 18 Pro como capaz de gerar uma profundidade de campo mais rasa em retratos. Segundo o autor, Ben Lovejoy, a diferença de abertura em relação ao modelo anterior é inferior a um stop, e não estava claro quanto isso faria na prática em um sensor tão pequeno. Por isso, ele decidiu testar.
O texto separa dois efeitos. O desfoque óptico, obtido por uma lente de abertura larga, é diferente do efeito artificial do modo Retrato, que usa fotografia computacional e o sensor LiDAR para aplicar desfoque. No teste, todo o desfoque de fundo foi obtido opticamente, com a abertura máxima de f/1.48.
Método
O iPhone 17 Pro tinha abertura máxima de f/1.78, praticamente equivalente ao f/1.8, segunda abertura mais larga do iPhone 18 Pro. Usando os novos controles manuais, o autor tirou a mesma foto duas vezes, em f/1.8 e em f/1.48. Para isolar a abertura, manteve a mesma distância focal (a lente principal), o mesmo enquadramento e a mesma distância entre câmera, sujeito e fundo. Admite que houve um intervalo de alguns segundos entre as fotos, de modo que elas não são idênticas em 100%, e que o sujeito precisou ficar parado para manter a distância.
As fotos foram retratos de busto, escolhidos porque aberturas largas são usadas com mais frequência nesse tipo de imagem e porque, de perto, o desfoque do fundo tende a ser maior. O autor também incluiu cenas com fundos graduados, para mostrar como o foco diminui com a distância.
Resultados
Nas cenas com fundos em diferentes distâncias, a diferença aparece com intensidade variável. A fonte, a cerca de 2,5 a 3 metros, mostra diferença notável. A árvore, a cerca de 9 metros, mostra diferença menor, mas ainda distinta. A pagode, a cerca de 21 metros, mostra diferença clara, porém menos pronunciada. Elementos mais distantes, como a ponte e os prédios do outro lado do rio, mostram diferença mais sutil, perceptível quando alguém procura ativamente, mas que o autor acredita que a maioria das pessoas não notaria sem estímulo.
No retrato de Chris, com f/1.78, a separação do sujeito em relação ao fundo é descrita como marginal em alguns pontos, como uma pessoa comendo no restaurante ao alto à direita e um trecho de prédio. Com a abertura maior, a separação melhora de forma clara.
Conclusão e ressalvas
Para o autor, a diferença é relativamente sutil, mas maior do que ele esperava, e útil em algumas situações. Ele lembra que a abertura maior não é o único benefício da nova lente e que pretende tratar do controle manual da abertura variável em um texto posterior. Um comentário citado na página defende que o desfoque computacional melhorou muito e que, para esse leitor, é preferível ao desfoque óptico do 18 Pro, argumentando que uma abertura variável em sensor tão pequeno não produz muito bokeh.