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Pote de pasta de amendoim de cabeça para baixo ao lado de garrafa de azeite, metáfora de embalagens que mudam o produto
Marketing & Growth · Produto & Design

Embalagens que mudam o uso do produto e sustentam a marca após a compra

resumo de ~3 min

Embalagem como canal de marketing

A autora defende que a embalagem é um dos poucos canais de marketing que continuam funcionando depois da compra. Um produto bonito, deixado à vista na bancada, é visto todos os dias. Se fotografa bem, o cliente pode publicá-lo nas redes sociais. E, na prateleira, uma embalagem muito diferente das concorrentes pode levar alguém a conhecer a marca antes de saber qualquer outra coisa sobre ela. Segundo o texto, uma boa embalagem pode ainda mudar o valor que as pessoas atribuem a uma categoria, facilitar o uso do produto ou tornar algo que normalmente se esconde digno de ser exibido.

O texto ressalta que o objetivo não é apenas deixar o produto bonito. A embalagem deveria dar ao cliente um motivo para notar, lembrar ou compartilhar o produto de outra forma.

Casos apresentados

A autora descreve sete marcas que, em sua visão, usam a embalagem para se diferenciar.

A Juliet trata o vinho em caixa, tradicionalmente visto como alternativa menos premium ao vinho engarrafado, com recipientes cilíndricos altos, cores fortes, tipografia grande e poucos elementos gráficos. Segundo a autora, a embalagem faz o formato parecer mais sofisticado antes mesmo de o consumidor provar o produto.

A Craftmix transforma o xarope para drinks, normalmente vendido em garrafas volumosas usadas em casa ou no bar, em sachês individuais. A autora afirma que isso amplia as ocasiões de uso, como viagens, piqueniques e festas, já que basta ter água para preparar um drink ou mocktail.

A Graza vende azeite em bisnagas coloridas, que, segundo o texto, lembram mais uma ferramenta de cozinha do que um item de despensa sofisticada. Os nomes "Sizzle" e "Drizzle" indicam o uso de cada azeite. Para a autora, a bisnaga resolve um problema prático e, ao mesmo tempo, cria um formato reconhecível.

A Crown Affair apresenta um xampu a seco em pote preto e branco, com escova para aplicar o pó diretamente na raiz. A autora diz que a aplicação parece mais controlada e intencional do que o aerossol tradicional, e que o produto se aproxima de maquiagem ou skincare.

A Sleep or Die vende suplemento para dormir em tiras dissolvíveis individualmente embaladas, em vez de cápsulas ou gomas. A autora sustenta que o novo formato dá ao produto uma experiência diferente das demais no segmento.

A One Trick Pony inverte o pote de pasta de amendoim natural, que precisa ser mexida antes do uso, para facilitar o preparo. Segundo o texto, a mudança resolve um problema do produto e também diferencia visualmente a marca na prateleira.

A 4AM vende lenços desmaquilhantes individualmente embalados, com sérum, pensados para bolsa, academia, viagem ou mesinha de cabeceira, e não só para o banheiro.

Padrão identificado

Para a autora, os casos têm em comum a escolha de embalagens orientadas pelo momento de uso, e não apenas pela estética. Ela contrapõe duas abordagens: uma embalagem que parece disruptiva e outra que muda, de fato, a forma como as pessoas usam ou percebem o produto. Em cada exemplo, ela propõe uma pergunta para outras marcas, como se a embalagem limita onde e quando o produto pode ser usado ou se a forma de aplicação poderia mudar o valor percebido.

Limites da argumentação

O texto é uma análise de marketing baseada em exemplos escolhidos pela autora. Não apresenta dados de vendas, de recompra ou de reconhecimento de marca para comprovar os efeitos descritos. Os argumentos sobre percepção de valor, compartilhamento e lembrança são apresentados como mecanismos prováveis, sem medição. A conclusão é que embalagem pode se tornar um canal de marketing real quando facilita o uso, aumenta a vontade de exibir o produto ou favorece o compartilhamento.