
JPEG XL chega ao Chrome 155 com decodificador em Rust
Anúncio e contexto
O autor, Toni Sagrista Selles, relata que o Chrome incluirá um decodificador de JPEG XL na versão 155 do navegador. Ele diz ter confirmado, no anúncio oficial, que a informação não era uma brincadeira, e afirma que a equipe do Chrome vinha há anos rejeitando o formato. Segundo o anúncio citado, a decisão se baseou em "feedback e pedidos consistentes de desenvolvedores web" e na popularidade do formato no projeto Interop 2026.
Características do formato
O texto descreve o JPEG XL como um codec de imagem com redução de tamanho de arquivo de cerca de 20% a 60% em relação ao JPEG, transcodificação sem perdas de arquivos JPEG existentes, decodificação progressiva, suporte a gama ampla, HDR e 32 bits, animações e transparência, bom desempenho em fotografias de alta fidelidade e licença livre e sem royalties. O formato também suporta imagens de até 1 terapixel (2^30 - 1 pixels por lado).
Por que a mudança importa
O autor lembra que o Chrome tem cerca de 66,5% do mercado de navegadores, segundo a StatCounter, e afirma que essa adoção pode ser decisiva para o formato se popularizar. Ele ressalva, porém, que não usa o Chrome. Para ele, a pressão partiu da comunidade, incluindo desenvolvedores web, fotógrafos e defensores do software livre, que reclamaram em rastreadores de bugs e preferiam um formato superior ao WebP do Google e ao AVIF.
A justificativa técnica que o Chrome usava por anos era que um decodificador em C++ representava uma superfície de ataque grande demais para rodar com segurança no navegador. Segundo o texto, a equipe integrou o jxl-rs, uma reimplementação do decodificador em Rust. A linguagem reduz riscos de problemas de memória, como leituras fora dos limites e uso após liberação. Um camada de abstração SIMD (jxl_simd) busca manter bom desempenho sem abrir mão dessas garantias.
Comparações e lacunas
O autor afirma, com base em comparação própria feita em 2023, que o JXL tem vantagens sobre formatos mais antigos e, em muitos casos, sobre o AVIF, especialmente em fotografia de alta fidelidade, compressão sem perdas e decodificação progressiva. Ele destaca que a transcodificação sem perda de qualidade permite atualizar acervos antigos de JPEG economizando espaço em disco e banda.
O texto também aponta que o Firefox havia incluído o formato em seu programa Labs neste ano e que o Firefox 158 terá o decodificador ativado por padrão. Com isso, o Safari fica como o principal navegador com suporte apenas parcial.
Conclusão
O autor afirma que a era de "Google mata JPEG XL" terminou e recomenda converter bibliotecas de imagens, atualizar tags