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Pista de dança iluminada com drone de câmera sobre ela e feixes de luz, metáfora de eventos de marca que geram conteúdo
Marketing & Growth

Marcas agem como promoters de balada para criar experiências que viram conteúdo

resumo de ~3 min

Eventos como máquina de conteúdo

Marcas estão disputando o tempo de consumidores e criadores de conteúdo com festas no estilo rave e eventos de balada. Segundo a reportagem de Megan Graham para o WSJ Leadership Institute, a estratégia busca criar experiências que as pessoas queiram frequentar e que, por isso, valham a pena ser comentadas e exibidas nas redes.

Os exemplos citados incluem a DJ e produtora John Summit, que tocou em uma festa com tema de escritório em Manhattan promovida pelo LinkedIn e pelo Spotify. A nota informa que o LinkedIn é patrocinador da newsletter. Também é citada a festa da HBO para promover a série "Industry", realizada em um galpão no Brooklyn, com alguns atores da série na pista e apresentação do artista de dance-punk The Dare.

Segundo Mark Doumet, vice-presidente de marketing de originais da HBO e HBO Max, esses eventos têm dois públicos: os presentes e a internet em geral. Ele descreveu os eventos como "fábricas de geração de conteúdo", que levam o que é a série, por meio de feeds, algoritmos e redes sociais, a uma audiência maior do que a presente no local.

Criadores como público-alvo

A reportagem aponta que o desafio não é apenas atrair consumidores, mas também criadores. Megan Graham afirmou que eventos de marca em Nova York são comuns, sobretudo durante a Semana de Moda ou o US Open, período em que criadores recebem mais convites do que conseguem aceitar. Por isso, um coquetel ou brunch comum precisa fazer mais trabalho para se destacar.

Uma resposta observada é o aumento de viagens de marca cada vez mais extravagantes para locais distantes. A intenção é que os criadores fiquem genuinamente impressionados com o excesso e publiquem para mostrá-lo.

Outros assuntos da newsletter

A mesma edição traz, de forma resumida, outros temas de marketing. A Levi's aposta na nostalgia dos anos 1990 com modelos que reeditam peças antigas, como o jeans 517, e com linhas de vestuário da década. A empresa prevê crescimento de vendas de até 7,5% no ano fiscal encerrado em novembro. Analistas, porém, consideram arriscada a expansão de lojas próprias, que exige novas competências imobiliárias e de merchandising, além de tráfego de consumidores pressionados por preços mais altos.

Também há uma citação do CEO da Procter & Gamble, Shailesh Jejurikar, segundo quem a área de construção de marca é onde a empresa mais contrata, embora a automação possa reduzir funções na fabricação. O filme "Digger", com Tom Cruise, teve estreia de cerca de 8 milhões de dólares nos EUA e Canadá, com custo estimado em 125 milhões.