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Dois quadrados se transformando em forma luminosa única com cores que mudam entre telas, metáfora do novo ícone do Copilot
Produto & Design · Big Tech

Microsoft redesenha o ícone do Copilot com formas que se movem conforme o contexto

resumo de ~3 min

Contexto do redesenho

O texto, publicado no blog de design da Microsoft, explica a mudança no ícone do Copilot. Segundo o autor, a maioria dos ícones de celular serve para identificar um produto rapidamente, e o do Copilot funcionava assim por muito tempo. Com o lançamento de uma nova experiência, baseada na ideia de que o trabalho e a vida ficam mais poderosos quando tudo se integra, o ícone aparecia de forma diferente conforme o local onde era encontrado.

A consistência, porém, era só parte do problema. A equipe identificou que o Copilot é usado em conversa: entre a pergunta e a resposta acontece um processamento que o ícone parado não mostrava. A pergunta orientadora foi se o ícone poderia participar dessa conversa.

Da forma ao movimento

O ponto de partida foi a restrição de que a marca precisaria se mover, e uma forma em movimento precisa continuar legível em cada quadro. Por isso a equipe partiu do quadrado, uma das formas mais simples e familiares da linguagem visual da Microsoft. Depois de muitas iterações, chegou a duas formas distintas que compõem uma única silhueta e podem se mover em relação uma à outra sem perder a conexão.

O logotipo segue a mesma lógica: combina Segoe, tipografia humanista já usada nos produtos da empresa, com Segoe Serif. A sans-serif mantém a leitura simples, e a serifada acrescenta personalidade. Os dois elementos permanecem distintos e funcionam como um conjunto.

Cor e testes

A simplicidade da forma deu espaço para a cor. A equipe testou cores percorrendo as curvas, alternando entre as duas formas e criando profundidade em telas, impressos e materiais físicos. Alguns testes foram discretos, outros bem mais ousados, e alguns funcionaram isolados mas não combinaram com o restante do sistema. O texto afirma que esses testes foram úteis justamente por mostrar até onde era possível ir. A versão final mantém relação com o gradiente original do Copilot e deixa a cor variar conforme o contexto.

Movimento como comunicação

A equipe criou uma linguagem de movimento compartilhada para três momentos em que o Copilot trabalha para o usuário: pensando, quando processa o pedido; planejando, quando organiza os próximos passos; e recuperando, quando busca contexto em arquivos e no trabalho. Em cada gesto, as duas formas se movem em relação uma à outra e voltam a se unir. Segundo o texto, o gesto usado na saudação do Windows deve ser reconhecível quando aparecer no Word ou no PowerPoint.

Processo e ressalvas

Boa parte do trabalho ocorreu fora da tela: os ícones foram impressos para verificar como se sustentavam no papel, e a equipe discutiu o peso de uma única curva, às vezes mudando de opinião de um dia para o outro. O texto observa uma ironia: o Copilot pode processar um pedido em segundos, mas definir como esses segundos devem parecer levou meses de trabalho de designers de marca, produto e movimento.

O texto também diz que o Copilot não é uma conversa só, e sim muitas, em diferentes aplicativos, dispositivos e momentos de produto, além de marketing e publicidade globais. O ícone funciona como elo entre elas. A conclusão é que a IA pode criar novas possibilidades, e o design dá a elas sentido, forma e lugar no dia a dia das pessoas.