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Painel de acordeão fechado com ponto de interrogação e lupa, metáfora de esperar a pesquisa antes de criar elementos na interface
Produto & Design

Por que adiar a interface até a pesquisa provar que ela é necessária

resumo de ~3 min

O caso do protótipo

O autor, designer de UX, relata que um colega sugeriu indicar, com o acordeão de documentos fechado, quais deles têm anotações. Ele e o designer de conteúdo já tinham discutido a ideia, que é boa: sem ela, o usuário precisa abrir cada documento e rolar a página para descobrir se há anotações. Mesmo assim, a equipe decidiu não incluir o indicador por enquanto. O espaço na tela é limitado, e mais informação aumenta a carga cognitiva. A ideia foi deixada para reavaliação caso a pesquisa mostrasse que ela é necessária.

Por que deixar de fora

O autor sustenta que é mais fácil provar que algo é desnecessário ao deixá-lo de fora do que provar que é necessário ao incluí-lo. Ele também considera possível que, nos testes, usuários adicionem anotações e raramente voltem a elas, ou que consultem as anotações apenas na página de conferência final do fluxo. Até agora, a equipe não observou usuários abrindo cada documento para procurar anotações, mas vai acompanhar o tema na segunda rodada de pesquisa.

O que um bom teste de usabilidade mostra

Segundo o autor, o teste deve começar com uma tarefa, sem perguntar primeiro o que o usuário acha da interface. O pesquisador observa em silêncio. Se houver dificuldade, pode sondar e depois considerar o que acrescentar ou mudar. Se não houver, não é preciso mudar nada. Ao incluir o indicador e repetir os testes, a equipe provavelmente não veria dificuldade, e isso não provaria que ele era necessário.

Os limites da ausência de interação

Quando o usuário não interage com um elemento, pode ser porque não precisou dele, porque o achou útil, mas não o bastante para justificar o custo, ou porque nem o viu. O autor considera o segundo caso o mais difícil de detectar, pois um elemento pode distrair levemente sem impedir a conclusão da tarefa, o que dá a impressão de que a solução funcionou bem. Um sinal claro seria o usuário expandir documentos e rolar a página repetidamente para encontrar anotações.

Conclusão

Para o autor, adicionar elementos com base em intuições faz a equipe perder aprendizados sobre o comportamento real dos usuários e produz interfaces com mais carga cognitiva e pior usabilidade. Por isso, ele defende cautela com o que entra na interface.