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Designers: perguntem onde podem agregar valor, não esperem portfólio perfeito
Trabalho & Gestão · Produto & Design

Designers: perguntem onde podem agregar valor, não esperem portfólio perfeito

resumo de ~3 min

O dilema do portfólio desatualizado

Um designer gráfico de 32 anos, trabalhando em equipe de marketing in-house e recém-pai, enviou uma pergunta à coluna Creative Career Conundrums do If You Could Jobs: como reconstruir um portfólio quando você não acredita mais no próprio trabalho? O portfólio não era atualizado há anos, os projetos recentes pareciam fracos demais para exibir, e o conselho padrão de criar projetos pessoais no tempo livre parecia irreal diante da rotina de um pai com tempo e energia limitados.

Projetos in-house têm valor real - basta reposicionar

Katie Cadwell, cofundadora do estúdio de branding Lucky Dip e do The NDA Podcast, responde que projetos in-house possuem "valor inacreditável", mas precisam ser posicionados de forma diferente dos trabalhos de agência. A orientação central é começar destacando o problema resolvido: deixar claras as restrições, o desafio principal, orçamentos, prazos e públicos. Depois, mostrar como a solução foi construída. O diferencial que designers in-house têm e a maioria dos profissionais de agência não possui são métricas reais de impacto - resultados mensuráveis da própria criatividade, que impressionam em entrevistas.

A regra dos 20 por cento

Para trabalhos mais antigos, Cadwell sugere três ajustes práticos. Primeiro, revisitar a narrativa: garantir que os projetos não estejam no portfólio "pedindo desculpas", reescrever as introduções com olhar fresco. Segundo, melhorar os visuais com mockups atualizados - sites como Bendito e Supply Family oferecem opções que elevam qualquer apresentação. Terceiro, perguntar-se onde é possível agregar valor: uma ideia de campanha complementar, um toque de motion, qualquer tarefa de baixo investimento de tempo e alto impacto.

A meta é tornar cada projeto 20% melhor - e isso não precisa acontecer de uma vez. Pode ser 15 minutos no almoço ou começar uma hora mais cedo às quartas-feiras. Ao decompor as melhorias em tarefas menores, o designer não perde tempo decidindo o que fazer nos poucos momentos livres que tem.

Carreiras não são lineares

Cadwell encerra com um lembrete importante: não é preciso que o portfólio esteja perfeito para dar o próximo passo. É possível conseguir a vaga dos sonhos com o portfólio atual, e o trabalho de melhoria pode ser visto como preparação para a oportunidade seguinte. Qualquer tempo ou energia dedicado ao portfólio já ajuda, e a autocompaixão faz parte do processo.