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Chip que restaura visão de idosos com degeneração macular ganha aprovação na UE
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Chip que restaura visão de idosos com degeneração macular ganha aprovação na UE

resumo de ~3 min

Aprovação regulatória na Europa

A Science Corporation, startup de interfaces cérebro-computador (BCI), recebeu aprovação do regulador europeu de dispositivos médicos para comercializar o PRIMA, um chip que restaura a visão perdida por degeneração macular relacionada à idade. O dispositivo também obteve da FDA americana uma designação que abre caminho para revisão regulatória acelerada, podendo futuramente tratar dois tipos raros de cegueira.

Como funciona

Pacientes passam por um procedimento ambulatorial de cerca de uma hora, no qual um pequeno chip é implantado na parte posterior do olho. Depois, utilizam óculos equipados com câmera que transmitem a imagem do mundo ao chip. O fundador e CEO Max Hodak afirma que o produto devolve visão funcional a quem a perdeu.

Entre os resultados relatados: um paciente na França terminou de ler um romance de 300 páginas e enviou o livro à empresa; outro desenhou a Ópera de Sydney; há vídeos de pacientes resolvendo palavras cruzadas e Sudoku.

Contexto da empresa

Max Hodak é cofundador e ex-presidente da Neuralink, de Elon Musk. Saiu em 2021 para fundar a Science Corp., com planos de desenvolver uma BCI baseada em um híbrido de chips de silício e células vivas. A estratégia de curto prazo, porém, é construir um negócio sustentável com o PRIMA - Hodak argumenta que o setor precisa de uma empresa com US$ 100 milhões em receita anual para evitar um "inverno" da área.

A tecnologia PRIMA foi originalmente desenvolvida pela francesa Pixium, adquirida pela Science Corp. em 2024. A startup usou sua plataforma interna para preparar a documentação e evoluir o produto até a aprovação regulatória.

Comercialização e próximos passos

Cada dispositivo PRIMA deve custar centenas de milhares de dólares. A empresa e seus parceiros médicos na Europa negociam reembolso com provedores de saúde. A Alemanha, onde os ensaios clínicos foram realizados, deve ser o primeiro mercado, com possibilidade de realizar o primeiro procedimento em setembro.

A Science Corp. planeja melhorar as capacidades de visão do PRIMA com um novo chip e reduzir o formato dos óculos (que hoje exigem bateria externa), mirando algo semelhante aos óculos de realidade aumentada da Meta. Paralelamente, trabalha com o Dr. Murat Günel, chefe do Departamento de Neurocirurgia da Yale Medical School, no desenvolvimento de ensaios clínicos em humanos para um sensor cerebral bio-híbrido implantado diretamente.

Segundo Hodak, levar o PRIMA ao mercado é "a coisa mais importante para a empresa", pois é o negócio de visão que financia as tecnologias de longo prazo.