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Eney: assistente proativo como personagem expressivo, não chatbot
Produto & Design · IA & Modelos

Eney: assistente proativo como personagem expressivo, não chatbot

resumo de ~3 min

O conceito por trás do Eney

A maioria dos assistentes de IA - Claude, ChatGPT e similares - se apresenta como uma caixa de texto. A MacPaw decidiu questionar esse formato ao criar o Eney, um assistente de IA proativo com personalidade visual própria, pensado como um "companheiro digital" em vez de mais uma interface rígida.

A premissa central: humanos se conectam mais facilmente com coisas que se assemelham a eles. Por isso, a equipe optou por dar ao Eney uma forma circular minimalista, com olhos como principal conector emocional. A figura foi calibrada para ser expressiva sem ser caricata - alegre, mas não infantil. Quando processa uma tarefa, o corpo do Eney assume a forma de um ícone de carregamento, transmitindo informação útil por meio da animação.

Decisões de design intencionais

  • Forma circular: escolhida por ser a mais acessível e transmitir a sensação de um companheiro flutuante e calmo.
  • Cor rosa: em contraste com o azul predominante em produtos de IA (associado a inteligência), o rosa foi selecionado para ser quente, convidativo e visualmente diferenciado.
  • Movimento reduzido: a equipe limitou as animações para evitar distração. Cada emoção e gesto foi selecionado para comunicar algo funcional.

O objetivo declarado é criar um personagem "presente mas que não busca atenção" - um ajudante que melhora o fluxo de trabalho sem interrompê-lo.

O papel do designer na era da IA

Oleksii Hrzhehorzhevskyi, Senior Character Producer da MacPaw, argumenta que todas as decisões do Eney - estilo, emoção, tamanho, nome - foram tomadas por humanos, não por máquinas. Ele reconhece que a IA acelerou processos de design, mas defende que julgamento, direção artística, integridade e sensibilidade emocional continuam sendo exclusivamente humanos.

Sua posição prática: designers devem aprender ferramentas de IA e usá-las em etapas como pesquisa (ele cita Perplexity e ChatGPT para isso), mas tratá-las como ferramentas, não substitutos. A conclusão do artigo é que curiosidade constrói gosto ao longo do tempo, e gosto se torna mais valioso - não menos - na era da IA.