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CTO do Uber declara fim da era do 'tokenmaxxing'
Big Tech · IA & Modelos

CTO do Uber declara fim da era do 'tokenmaxxing'

resumo de ~3 min

O fim do 'tokenmaxxing' segundo o CTO do Uber

O CTO do Uber, Praveen Neppalli Naga, declarou que a era do "tokenmaxxing" está chegando ao fim. O termo descreve a prática de gastar cada vez mais em IA, medida em tokens consumidos pelos modelos, sob a suposição de que mais uso automaticamente significa mais valor.

A empresa conhece o problema de perto: esgotou todo o orçamento de Claude Code para 2026 já em abril, um exemplo concreto de como as contas de IA podem inflar rapidamente quando as equipes têm liberdade total de uso.

O presidente do Uber, Andrew Macdonald, foi direto ao ponto: a correlação entre maior gasto em IA e entrega de funcionalidades de sucesso simplesmente não existe ainda. As estatísticas de uso são impressionantes, mas nada ganhou tração significativa nos produtos que os clientes realmente utilizam.

O que muda na prática

O Uber está adotando uma abordagem mais disciplinada: continua trabalhando com os grandes provedores de modelos, mas exige evidências mais claras de valor. A Atlassian também começou a impor orçamentos de IA para seus engenheiros, sinalizando que a fase de uso irrestrito está dando lugar a planilhas.

Estudos reforçam o ceticismo: a maior parte do gasto corporativo em IA nunca sai da fase de piloto, produzindo demos e provas de conceito em vez de produtos em produção. O GitHub congelou novos cadastros no Copilot porque o uso agêntico ultrapassou o que seu modelo de precificação suportava.

Implicações para o mercado

A mudança não significa abandono da IA, mas uma transição de experimentação ilimitada para eficiência - modelos menores e mais baratos, e avaliação rigorosa de quais casos de uso realmente se pagam.

O timing importa: os fabricantes de modelos justificaram valuations enormes na premissa de que o gasto corporativo em IA só cresce. Um cliente pesado sinalizando restrição é um dado que o mercado vai notar. Se a próxima fase recompensar eficiência em vez de consumo bruto, a vantagem pode migrar de quem tem o maior modelo para quem entrega mais trabalho útil por dólar.

Vindo do Uber, a mensagem tem peso: é uma empresa que gasta pesado em tecnologia e trabalha com os principais laboratórios, então sua cautela não é desculpa de retardatário, mas o veredito de um usuário intensivo.