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Novo papel do PM: julgamento de produto vira o ativo escasso
Trabalho & Gestão · Produto & Design

Novo papel do PM: julgamento de produto vira o ativo escasso

resumo de ~3 min

O papel do PM segundo Benedict Evans

Marty Cagan afirma já ter visto pelo menos cem definições diferentes do papel de product manager/product owner e observa que a forma como alguém define a função revela muito sobre o modelo de produto em que trabalhou. Ele destaca uma descrição recente do analista Benedict Evans, feita em um artigo e podcast sobre por que a maioria das pessoas e empresas não cria as próprias ferramentas, mesmo com IA tornando isso mais acessível.

As três habilidades essenciais

Segundo Evans, bons profissionais de produto têm três capacidades distintas:

  • Ver o problema geral por trás da dor: muitos percebem dores e têm ideias, mas poucos conseguem identificar a oportunidade ou o problema estrutural a ser resolvido.
  • Descobrir uma solução eficaz: usar bem uma ferramenta não é o mesmo que saber criá-la. Evans exemplifica: conhecer vendas não torna alguém bom em construir software de vendas.
  • Fazer a solução funcionar para o negócio: além de atender o cliente, a solução precisa considerar vendas, marketing, financeiro, compliance, jurídico, dados regulados, sistemas legados e fluxos internos.

Cagan traduz esses pontos para conceitos conhecidos de produto: descoberta de problema, risco de valor na descoberta de solução e risco de viabilidade.

IA muda ferramentas, não o problema central

Cagan reconhece que errou ao esperar que novas ferramentas de criação transformassem muito mais pessoas em bons criadores de produto. Para Evans, o gargalo não é código nem tecnologia: “a parte difícil é saber que a ferramenta deve existir e como ela deve existir”. A conclusão é que a maioria dos clientes não é “tool builder”, e que essas habilidades seguem sendo o ativo essencial - e escasso - do papel de produto.