
Lovable atinge valuation de US$ 13 bilhões com vibe coding
A startup sueca Lovable levantou US$ 400 milhões em uma nova rodada que a avalia em US$ 13,3 bilhões, mais que o dobro dos US$ 6,6 bilhões alcançados em dezembro de 2025. O movimento coloca a empresa, fundada em Estocolmo e lançada em novembro de 2024, entre as startups mais valiosas da Europa.
Rodada e investidores
A captação foi coliderada pela Menlo Ventures e pelo recém-criado Scaleup Europe Fund, veículo da Comissão Europeia gerido pela gestora sueca EQT. Também participaram Balderton Capital, World Innovation Lab e a chinesa Tencent.
O que faz a Lovable
A empresa desenvolveu uma plataforma de "vibe coding": o usuário descreve em linguagem natural o que precisa, e a IA gera o software ou aplicativo web. A ferramenta serve para criar sistemas internos de RH, vendas, finanças e outras funções de negócio. Segundo o CEO e cofundador Anton Osika, há founders que rodam empresas inteiras sobre software construído com a Lovable.
Uso dos recursos e números
A Lovable pretende usar o dinheiro para expandir: crescer o quadro de funcionários em 50%, chegando a 450 pessoas ainda este ano, com escritórios na Europa e nos EUA, além de avançar em regiões como a América Latina. Também vai investir em segurança e confiabilidade.
A empresa afirma estar no caminho para um run rate de receita próximo de US$ 600 milhões até o fim deste mês - quase o triplo do nível divulgado em dezembro. Já foi lucrativa, mas agora prioriza investir em produto e crescimento.
Entre os clientes corporativos estão Nvidia (que usa a plataforma para criar software de acompanhamento de projetos), Adidas, Hearst e Zendesk. A Zendesk, porém, enxerga limites na ferramenta: para seu diretor de produto Jorge Luthe, a Lovable não oferece a confiabilidade em escala necessária para gerenciar solicitações de clientes em múltiplos canais.
Concorrência e contexto
A Lovable disputa o mercado de vibe coding com a Replit, que atingiu valuation de US$ 9 bilhões em março. Após a rodada, a Lovable será o maior investimento individual da Menlo Ventures depois da Anthropic.
Para o Scaleup Europe Fund, o aporte também é um teste da capacidade europeia de apoiar startups da região e evitar que se mudem para os EUA conforme crescem. Segundo Victor Englesson, sócio da EQT, se empresas como a Lovable forem apoiadas majoritariamente por investidores americanos, a pressão para transferir sedes ou listar ações nos EUA se torna mais forte.