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Martelo de juiz sobre celular gigante com silhueta infantil, metáfora do processo contra a Meta por vício de crianças
Big Tech

Estados processam Meta e pedem US$ 200 bi por vício de crianças

resumo de ~3 min

Abertura do julgamento

Quatro estados americanos - Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey - levaram a Meta a julgamento federal em Oakland, na Califórnia, pedindo aproximadamente US$ 200 bilhões em penalidades e mudanças nas plataformas da empresa. Trata-se do primeiro caso-piloto (bellwether) sobre danos a crianças por redes sociais no Distrito Norte da Califórnia.

Acusações dos estados

Nas alegações iniciais, os estados acusaram a Meta de prejudicar crianças com tecnologia projetada para ser viciante, comparada a cigarros. Argumentaram que a empresa alimentou uma crise nacional de saúde mental juvenil e enganou usuários ao promover seus aplicativos como seguros. A advogada Megan O'Neill, procuradora-geral adjunta da Califórnia, resumiu a estratégia da empresa: "Fisgar os usuários. Mantê-los pelo maior tempo possível. Coletar seus dados. Esconder a verdade do público ao fazer declarações públicas."

A ação acusa a Meta de violar leis federais de privacidade infantil e leis estaduais de proteção ao consumidor.

Defesa da Meta

A empresa argumentou que implementou salvaguardas para proteger usuários jovens e que foi verdadeira com os consumidores.

Contexto mais amplo

O processo faz parte de milhares de ações de lesão corporal e proteção ao consumidor movidas por estados, distritos escolares e indivíduos contra Meta, YouTube, TikTok e Snap (dona do Snapchat). As ações alegam que as redes sociais prejudicaram crianças com produtos viciantes, inspirando-se em parte na estratégia jurídica usada contra a indústria do tabaco nos anos 1990.