
Apple testou e abandonou um Apple Pencil para o iPhone dobrável
O que a Apple teria testado
Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, a Apple considerou por muito tempo a ideia de um Apple Pencil para o iPhone dobrável e chegou a produzir um protótipo pré-produção para testes internos. O relato indica que a caneta seria mais curta que as versões feitas para iPad, diferença que faz sentido diante da altura de um smartphone - o texto ilustra a disparidade pedindo ao leitor que imagine o acessório ao lado de um Galaxy Z Fold 8. O plano previa também fixação magnética na lateral do aparelho, como ocorre nos iPads, tanto para armazenamento quanto para recarga.
As limitações técnicas que derrubaram o projeto
Gurman escreve em sua newsletter que "parece improvável" que a Apple lance o acessório junto com o iPhone dobrável no evento do mês que vem. Ele aponta dois obstáculos. O primeiro: uma caneta presa magneticamente à lateral poderia dificultar dobrar e desdobrar o aparelho. O segundo, mais importante: a ponta fina poderia danificar a camada superior relativamente macia das telas dobráveis e deixar marcas visíveis, semelhantes às causadas por unhas, o que degradaria a experiência ultrapremium que a Apple pretende oferecer.
Filosofia da empresa e possibilidade de retorno
A reportagem observa que a ideia contrariava a filosofia de Steve Jobs, que zombou da noção de um iPhone com caneta, mas o formato do dobrável - que provavelmente se parecerá com um iPad mini quando aberto, com tela maior e recursos dedicados de multitarefa - tornava a pergunta natural. O autor pondera que o relato descarta a caneta apenas para a primeira geração do iPhone Ultra, não para os modelos seguintes: se as telas dobráveis ficarem fisicamente mais resistentes, ou se a Apple desenvolver uma caneta com ponta mais macia, o acessório pode voltar como opcional em uma iteração futura.