
OpenAI corta acesso do Cursor aos seus modelos por desconfiança da SpaceX
A decisão da OpenAI
A OpenAI anunciou que encerra a parceria com o Cursor, cortando o acesso da ferramenta de programação aos seus modelos em 12 de novembro. A decisão veio duas semanas depois que a SpaceX concluiu a aquisição de 60 bilhões de dólares da Anysphere, empresa-mãe do Cursor, integrando o assistente de código à divisão SpaceXAI de Elon Musk.
Em publicação em seu site, a OpenAI afirmou que a motivação foi confiança, não tecnologia: a empresa disse não conseguir ter certeza de que a SpaceX usaria sua tecnologia dentro dos termos de serviço, citando a experiência com empresas de Musk violando contratos. Como exemplo, a OpenAI apontou o caso da X, hoje parte da SpaceX, que teria rompido os termos de um contrato existente depois que Musk comprou o Twitter.
O pano de fundo judicial
O contexto do rompimento é o litígio entre Musk e a OpenAI. Musk cofundou a empresa em 2015, deixou o conselho em 2018 e processou Sam Altman e Greg Brockman em 2024, argumentando que eles abandonaram a missão sem fins lucrativos em favor do lucro. Em maio, um júri federal decidiu a favor da OpenAI, concluindo que Musk esperou demais para processar, sem julgar o mérito das alegações. Musk disse que recorrerá à Nona Circuito, chamando o resultado de uma "questão de calendário", não um julgamento real.
A aquisição pela SpaceX
O interesse da SpaceX no Cursor antecedeu o veredito. Em abril, a empresa fechou um acordo que dava a opção de comprar o Cursor por 60 bilhões de dólares ou pagar 10 bilhões por desenvolvimento conjunto. A lógica era que o Cursor pagava preços de varejo à Anthropic e à OpenAI - concorrentes diretos - a cada uso, enquanto a SpaceX tinha capacidade ociosa no supercomputador Colossus, equivalente a cerca de um milhão de GPUs Nvidia H100, que poderia acelerar o treino dos modelos próprios do Cursor. A SpaceX exerceu a opção em junho, dias após sua abertura de capital, e o negócio foi concluído em meados de agosto.
Depois do fechamento, Musk se reuniu com mais de 1.000 funcionários do Cursor e disse, segundo relatos, que o Grok, da SpaceXAI, estava correndo atrás na corrida da IA, ao contrário da Tesla e da SpaceX em seus mercados, apontando a Anthropic como a empresa a alcançar. O CEO do Cursor, Michael Truell, agora se reporta diretamente a Musk dentro da SpaceXAI.
O que resta para o Cursor
Sem os modelos da OpenAI, o Cursor deve depender mais do Claude, da Anthropic, que tem seu próprio acordo de computação com a SpaceX, e do Composer, modelo interno do Cursor que a computação da SpaceX deveria acelerar. A OpenAI enquadrou o prazo de novembro como o aviso máximo previsto no contrato e afirmou querer ajudar os desenvolvedores na transição. Se a Anthropic tomar a mesma decisão permanece em aberto.
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- Falcon 1: Musk reafirmou que, se o quarto lançamento do Falcon 1, em 28 de setembro de 2008, tivesse fracassado, a SpaceX não existiria, após três falhas seguidas (2006, 2007 e 2008). O sucesso daquela missão viabilizou o contrato de reabastecimento da NASA, o Falcon 9, o Dragon e, por consequência, a Starlink.
- Grok na Tesla: a atualização de verão de 2026 transforma o Grok em controlador do carro por voz, capaz de executar vários comandos simultâneos, como ajustar clima, ligar faróis, acionar limpadores e abrir o porta-luvas.
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