
Chatbots de IA convenceram 57,5% dos usuários a não comprar
O levantamento
A Exploding Topics pesquisou 2.338 adultos nos EUA em julho de 2026 (margem de erro de 2 pontos percentuais a 95% de confiança para a amostra completa; segmentos filtrados têm margens maiores). A renda mediana das residências ficou na faixa de US$ 75.000 a US$ 99.999, com pelo menos 300 respondentes em cada uma das quatro faixas etárias (18-29, 30-44, 45-60 e 60+). O objetivo foi entender como consumidores pesquisam produtos com IA, para orientar estratégias de otimização para motores generativos (GEO).
Chatbots como influenciadores de compra
41% dos consumidores já compraram algo com base em recomendação explícita de chatbot; entre usuários de IA, o número sobe para 57,51%, e entre quem usa IA várias vezes por semana chega a 80,45%. O poder de persuasão funciona nos dois sentidos: 57,5% dos usuários de IA já desistiram de uma compra por causa de informações de um chatbot. Entre quem cita chatbots como fonte de pesquisa de compra, 80,93% já desistiram de comprar por orientação da IA, e 42,81% o fizeram várias vezes. Além disso, 74,15% de todos os consumidores dizem ter menos chance de comprar se um chatbot apontar avaliações mistas ou negativas; entre usuários de IA, 85,31% repensariam a compra.
Descoberta de marcas e verificação pré-compra
59,27% dos usuários de IA descobriram uma marca ou produto novo por recomendação de chatbot; 25,79% o fazem com frequência. O dado é consistente com um estudo da Semrush de março, que apontou 43% de consumidores descobrindo marcas via ferramentas de IA. Entre usuários de IA, 70,62% acreditam que chatbots são capazes de recomendar as melhores marcas - mais de 80% entre quem usa IA ao menos semanalmente. Quase metade (47,54%) dos consumidores consulta chatbots para verificar empresas ou vendedores antes de comprar; desses, 48,97% fizeram essa verificação na última semana.
Negócios locais
Entre quem usa IA para pesquisar empresas, 87,41% recorreriam à IA antes de contratar um negócio local, e 31,48% sempre o fariam. Ainda nesse grupo, 42,01% acham que a IA dá conselhos sobre negócios locais melhor do que sobre grandes empresas, e 43,7% acham que desempenho é equivalente.
Adoção em escala e o papel do Google
33,23% dos consumidores usam chatbots como ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity várias vezes por semana; 29,96% não usam nada, e o não uso se concentra nos maiores de 60 anos (60,05%). Entre usuários de IA, 65,01% substituíram pelo menos parcialmente buscas no Google por chatbots para pesquisa de produtos, e mais de 1 em 5 substituíram completamente - com maior migração completa na faixa de 45-60 anos (39,04%). Ainda assim, 47,6% dos usuários mantiveram o uso do Google no último ano, e 23,01% passaram a usar mais; a IA complementa mais do que substitui. Fora não usuários, 12,72% iniciam a jornada de compra por chatbots, atrás de buscadores (29,89%) e avaliações (28,13%). Entre rendas de US$ 125.000 a US$ 199.999, chatbots lideram como ponto de partida (25,12%), mas entre rendas acima de US$ 200.000 o índice cai a 10,19%. Quase 1 em 5 (19,43%) escolheria um chatbot se só pudesse ter uma fonte de pesquisa.
Desconfiança de anúncios
42,22% dos consumidores já viram um anúncio em um chatbot de IA. Dos 41,63% que desgostam desses anúncios, 66,05% dizem que eles fazem duvidar da integridade das respostas da IA - a principal queixa em todas as faixas etárias, crescendo com a idade (68,86% entre 60+ contra 59,13% entre 18-29). 21,94% não sabem dizer se já viram um anúncio, o que mostra a fronteira turva entre recomendação orgânica e paga. Anúncios em chatbots podem prejudicar a marca: 23,12% teriam pior opinião do produto após ver um anúncio, contra 20,36% com opinião melhor, e 56,52% neutros ou dependentes do conteúdo. Anúncios no ChatGPT também tendem a ter menos cliques que anúncios no Google (45,42% preferem clicar no anúncio do Google, contra 24,88% no ChatGPT), embora entre quem já viu anúncios de IA a preferência se inverta (48,94% contra 30,64%). O ChatGPT só exibe anúncios nos planos Free e Go, o que limita o alcance para públicos B2B.
Conclusão
O texto conclui que GEO deixou de ser opcional: como a recomendação de um chatbot pode tanto levar quanto bloquear uma compra, marketers que não otimizam para IA podem ter vendas ativamente interceptadas. A recomendação prática é conhecer o que os chatbots dizem sobre a marca, corrigir lacunas nas fontes dessas respostas e acompanhar a participação em recomendações de IA como se acompanham rankings. O artigo encerra promovendo as ferramentas da Semrush (Enterprise AIO e AI Visibility Toolkit) para monitoramento de presença em LLMs.