
Disney redesigna flagship em Paris e adere à tendência dejoying
A estreia de Disney Wonders e a reação dos fãs
A Disney inaugurou a Disney Wonders, nova loja que substitui a loja tradicional do Disney Village na Disneyland Paris. O lançamento teve grande produção: prévias com influenciadores, prévias para cast members e detentores de Annual Pass e, por fim, a abertura oficial.
A reação do público, porém, foi perguntar 'onde está o encanto?'. Comparada à loja anterior, com cores vibrantes e modelos 3D, a nova loja foi descrita como apagada e clínica. Comentários no X a chamaram de "feia, sem alma", "cansada e clínica" e sem a "mágica Disney", com ironia sobre o nome Wonders.
O que mudou no layout
A Disney Wonders é mais espaçosa e organizada em zonas temáticas claras por marca: Disney, Pixar, Marvel e Star Wars. O layout mais limpo e as vitrines visam tornar a navegação e a busca por produtos mais rápidas: visibilidade imediata do produto e fluxo de clientes mais direcionado.
Há alguns detalhes decorativos pensados como momentos de deleite, como luminárias que mudam de cor e um painel de telas digitais com animações interligadas entre as vitrines, além de um mural de arte 2D criado com a Disney Animation. Para o autor, porém, esses toques somem quando se olha o layout geral: de longe, a loja lembra uma loja de aeroporto. A eficiência clínica pode melhorar a experiência de quem quer comprar rápido, mas não gera entusiasmo.
Teorias para a mudança
O texto lista interpretações de fãs para o redesign: a Disney reconheceria que sua base envelheceu e vende mais para adultos do que para crianças; seria uma mudança cultural de vender um sentimento para vender um produto; ou serviria para conduzir o comportamento dos visitantes, removendo o whimsy e lembrando os fãs adultos de que são adultos pelo próprio ambiente.
A tendência de "dejoying"
O caso é enquadrado como parte da mesma tendência já discutida no McDonald's, que retirou gradualmente a personalidade colorida e lúdica das décadas de 1970 a 1990 em favor de interiores cinza, pretos e marrons, minimalistas, semelhantes a cafeterias ou salas de aeroporto. Burger King, Pizza Hut e Starbucks seguiram trajetória parecida, em maior ou menor grau.
O artigo observa que isso ocorre justamente quando há uma contracorrente: algumas empresas estão reintroduzindo logos retrô, mascotes e cores mais vivas, já que consumidores mais jovens abraçam a nostalgia e designs mais caóticos que se destacam do minimalismo recente. O texto encerra questionando se será preciso que fãs redisenhem a loja da Disney, como já aconteceu quando fãs refizeram Disney's Wish como originalmente concebido.