
Jif renova logotipo discretamente após 30 anos
O ajuste no logotipo
A Jif apresentou sua primeira grande atualização visual em 30 anos, mas optou por uma mudança discreta. O redesign remove a borda com sombra projetada do logotipo anterior e reintroduz a faixa tricolor característica da marca. O resultado é descrito como mais limpo, contemporâneo e atual, embora também pouco chamativo.
A escolha preserva os elementos centrais da identidade da Jif em vez de propor uma reinvenção completa. Segundo a análise, a continuidade com a marca conhecida pelos consumidores ajudou a produzir um visual renovado sem romper com sua identidade principal. A atualização é apresentada como um caso de refinamento: se a identidade existente funciona, não haveria necessidade de substituí-la radicalmente.
Função versus atenção
O texto situa a decisão em um cenário no qual redesigns de marcas passaram a ser julgados com intensidade nas redes sociais. Mudanças muito pequenas podem ser criticadas por excesso de cautela, enquanto transformações mais profundas podem provocar acusações de que a marca perdeu sua essência ou tentou chamar atenção demais. Nesse contexto, uma alteração moderada como a da Jif pode passar despercebida - e isso talvez seja uma vantagem.
A comparação com a reação negativa ao novo logotipo do Instagram reforça o contraste: enquanto mudanças controversas geram discussões, a atualização funcional da Jif teria pouco apelo para o debate on-line. O artigo observa que a conversa sobre marcas parece se intensificar sobretudo quando há algo a rejeitar, o que favoreceria abordagens consideradas “seguras”.
A conclusão é que os melhores redesigns não são necessariamente os mais radicais. Eles podem ser os que desenvolvem o legado existente de uma marca, mesmo que recebam menos atenção. Para empresas que avaliam uma renovação visual, a questão central passa a ser escolher entre priorizar a função ou buscar visibilidade.